Tomás colhe seus primeiros cogumelos

Era uma manhã linda e quentinha de verão, depois da chuva da noite, e Tomás tomava café da manhã com seu pai.

“O que vamos fazer hoje, papai?”, perguntou Tomás.

“Eu pensei em darmos um passeio pela floresta para tentar achar alguns cogumelos. Depois, podemos fazer uma sopa deliciosa”, disse o pai, deixando Tomás muito animado.

Histórias para crianças - Tomás colhe seus primeiros cogumelos
Tomás colhe seus primeiros cogumelos

“Eu nunca vi um cogumelo. Você me mostra, papai, como esses cogumelos são?”, perguntou Tomás, muito animado para a aventura na floresta.

Então, depois do café da manhã, Tomás e o pai pegaram uma cestinha e saíram para passear.

Os dois entraram na floresta. Eles caminharam pela trilha ao som de passarinhos que acompanharam seus passos. De repente, o pai avistou o primeiro cogumelo.

“Olha, Tomás, ali embaixo da árvore tem um cogumelo crescendo. É um lindo cogumelo de chapéu marrom”, apontou o pai com o dedo.

Tomás colheu o cogumelo.

“Papai, ali também tem um. Olha, que vermelho lindo, cheio de pintinhas”, disse Tomás, que quis correr atrás dele, mas o pai o segurou.

“Esses não se colhem. São cogumelos venenosos. São bonitos, mas perigosos. Se comê-los, você pode passar mal”, avisou o pai a Tomás.

Logo depois, Tomás viu outro cogumelo interessante. Esse era bem pequenininho, com um chapéuzinho amarelo.

“E esse, a gente pode pegar?”, perguntou Tomás.

O pai assentiu com a cabeça.

“Esse se chama ‘cogumelo pintinho’, porque é bem amarelinho e pequenininho”, explicou o pai.

Tomás ficou feliz e, com cuidado, colheu o cogumelo amarelinho e o colocou no cesto.

“Papai, isso é tão divertido! Cada cogumelo é diferente”, ele sorriu.

O pai assentiu e disse: 

“Isso mesmo, filho. E sabe, agora vou te mostrar outro que é seguro. Olha, esse daqui. O chapéu dele pode ter várias cores, esse tem um tom lindo de verde. Esse também é comestível.”

Tomás olhou para o cogumelo com olhos arregalados: 

“Parece coisa de conto de fadas. Esse a gente vai levar, com certeza!”

Enquanto conversavam assim e colhiam cogumelos, chegaram a um matinho mais fechado.

E então Tomás gritou: 

“Papai, olha, amoras!”

Os dois se inclinaram para o arbusto cheio de frutinhas pretas e brilhantes.

“Que surpresa!”, sorriu o pai. 

“Vamos experimentar, mas com cuidado para não nos espetarmos nos espinhos.”

Sentaram-se um pouquinho no toco e saborearam as amoras docinhas. O caldinho da fruta deixou os dedos e lábios coloridos, e eles riram para ver quem tinha mais manchas.

Depois, satisfeitos e um pouco grudentos, voltaram para casa com a cesta cheia de cogumelos.

Em casa, eles limparam tudo juntos. Tomás e seu pai prepararam uma deliciosa sopa de cogumelos.

Quando sentaram à mesa para o jantar, Tomás sorriu e disse:

“Papai, esse foi o melhor dia da minha vida. Nunca vou esquecer como a gente procurou cogumelos junto e comeu amoras.”

O pai fez um carinho em seu cabelo e disse:

“E eu nunca vou esquecer de ter vivido tudo isso com você, meu pequeno caçador de cogumelos.”

E assim, saborearam a sopa, enquanto o cheirinho da floresta e daquele lindo dia de verão se espalhava pela cozinha.

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