Tambo e Nala

Numa savana distante, onde o sol dourado acariciava a grama alta e o vento sussurrava baixinho, vivia um elefantinho chamado Tambo. Ele era curioso, brincalhão e adorava explorar cantinhos novos. 

Certa manhã, enquanto a manada descansava tranquilamente à beira do rio, Tambo ouviu um canto de passarinho como nunca tinha escutado antes. As vozes pareciam flautas mágicas, chamando-o para ir cada vez mais longe. 

Histórias para dormir - Tambo e Nala
Tambo e Nala

“Vou só espiar de onde vem esse som e já volto”, sussurrou para si mesmo. 

Mas caminhou tanto que nem percebeu quando o sol subiu alto no céu e a manada tinha seguido outro rumo.

Quando os passarinhos voaram e a cantoria acabou, Tambo olhou ao redor. Não viu sua mãe nem os outros elefantes. Só a savana imensa e desconhecida se espalhando para todos os lados. Os olhinhos do elefantinho se encheram de lágrimas.

“E agora, como vou voltar pra casa?”, suspirou, começando a andar sem destino.

Andou um pouco, até que uma sombra enorme o fez parar. Quando levantou a cabeça, viu um pescoço comprido e olhos carinhosos — era a girafa chamada Nala.

“Pra onde você vai sozinho, pequenino?”, perguntou ela com voz suave.

“Eu me perdi e não sei onde está minha manada”, confessou Tambo, abaixando a tromba tristemente.

Nala sorriu. 

“Não se preocupe. Eu consigo ver acima de todas as árvores. Talvez eu encontre a sua família.”

Então ela subiu no topo de um morrinho e olhou ao redor. Seu pescoço longo se esticou como uma torre, e seus olhos buscaram bem longe. 

“Ahá!”, exclamou depois de um tempinho. “No sul, perto do rio, há uma manada elefantes reunida. Estou vendo uma elefanta com uma manchinha branca na orelha. Essa deve ser a sua mamãe.”

Tambo ficou todo animado.

“Sério? É ela! Por favor, você pode me mostrar o caminho?”

Nala assentiu e começou a caminhar devagarinho na frente dele. O caminho não era fácil — eles precisaram atravessar uma vegetação bem fechada e um leito seco de riacho. De vez em quando, Tambo se assustava com sons estranhos, mas Nala sempre lhe dava coragem. 

“Fique pertinho de mim. Cada passinho te leva para mais perto de casa”, Nala dizia.

Quando começou a escurecer e o céu ficou cor-de-rosa, eles finalmente ouviram ao longe aquele som de trombeta tão familiar. Tambo reconheceu o chamado de sua mãe. Seu coração se encheu de alegria e ele saiu correndo. A mãe o abraçou com a tromba, enquanto lágrimas de felicidade escorriam por suas bochechas.

“Tambo, onde você estava? Fiquei tão preocupada!”

“Me perdi um pouquinho, mas a Nala me ajudou a encontrar o caminho de volta”, explicou o elefantinho, ainda sem fôlego.

Nala sorriu timidamente e falou: 

“Todo mundo se perde de vez em quando, mas sempre dá pra encontrar o caminho de casa quando a gente se ajuda.” 

Os elefantes agradeceram e a convidaram para descansar com eles à beira do rio. E, embora Nala tenha voltado mais tarde para seu grupo de girafas, daquele dia em diante Tambo sempre olhava ao longe para ver se a encontrava. Ele aprendeu que ser curioso é muito bonito, mas o mais importante é ter amigos que mostram o caminho certo quando a gente não consegue encontrar sozinho.

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