Era uma vez uma coelhinha chamada Maia. Ela tinha o pelo cinza e adorava saltitar pela campina e brincar no parque com seus amigos coelhinhos. Mas sempre tentava evitar as pessoas. A pequena coelhinha sentia muito medo delas.
Era Páscoa, e o parque da cidade estava cheio de crianças procurando ovos de chocolate e outras gostosuras escondidas pela floresta. Era uma grande competição: quem juntasse mais ovos e coelhinhos de chocolate na cestinha seria o vencedor.

Naquele dia, a coelhinha Maia também resolveu passear pelo parque. Ela não imaginava que encontraria tanta gente ali. O ar estava perfumado pelas flores que começavam a desabrochar, e Maia foi até lá para admirá-las.
Enquanto pulava pela grama, de repente um grupo de crianças alegres passou correndo bem na sua frente. Maia se assustou e rapidamente se escondeu entre os arbustos. O parque estava muito mais cheio do que de costume.
“Puxa”, pensou ela, “como será que vou conseguir voltar para casa, lá no campo?”
Enquanto ficava escondida, ainda assustada, percebeu algo curioso: era outro coelhinho, menor do que ela, envolto em um papel roxo brilhante. E ele não falava nada, parecia um brinquedo.
“Oi! Você também está se escondendo aqui?”, perguntou Maia.
Mas o outro coelhinho não respondeu. Ela estranhou — talvez não fosse um coelho de verdade.
De repente, o arbusto se mexeu e uma menininha apareceu na frente de Maia. Ela havia descoberto o esconderijo da coelhinha! A menina tinha duas tranças, um cestinho nas mãos e um sorriso alegre no rosto.
“Oi, como você veio parar aqui?”, perguntou a menina à coelhinha Maia.
A coelhinha tremia de medo, com o pelo cinza todo arrepiado. A menina colocou o pequeno coelhinho de chocolate roxo dentro do cesto e olhou com ternura para Maia.
“Vou te ajudar, vem!”, disse ela, estendendo a mão.
Maia hesitou. E se a menina quisesse lhe fazer mal? Mas criou coragem e deu a patinha. Dos olhos da menina irradiava tanta bondade que algo dentro de Maia lhe dizia que podia confiar, mesmo tendo tanto medo das pessoas.
A menina colocou Maia dentro do cesto e a cobriu com um lenço, para que as outras crianças não a vissem. Correu até o fim do parque e colocou o cesto no chão. A menina queria ajudá-la, mas queria fazer isso sozinha. Ela sabia que Maia nunca conseguiria voltar para casa com tantas crianças por perto.
“Agora você está segura, pode saltitar para casa!”, exclamou a menina.
A coelhinha pulou cuidadosamente para fora da cesta, entre ovos coloridos e coelhinhos de chocolate. Sorriu para a menina e, em agradecimento, colheu uma florzinha que crescia na grama. Abaixou as orelhas e a entregou para ela.
A menina sorriu e respondeu:
“Ah, obrigada!”
Depois fez um carinho nas orelhas da coelhinha e seguiu adiante, procurando mais ovos de Páscoa.
Maia voltou feliz para casa, em seu campo florido. Embora não entendesse por que a menina a havia ajudado, sentia-se profundamente grata. E assim, aprendeu que nem todos os humanos eram assustadores.
Naquela noite, contou sua aventura aos amigos: sobre o coelhinho de papel roxo e sobre a menina gentil que a ajudou a voltar para casa.
Eu gostei 👏👏👏❤️😍🤩
Ahhhh, amei!!!♥️