A corajosa raposa Elisa

Hoje vamos falar de uma cidadezinha onde moravam apenas animais. Ela se chamava Vila Alegria e o prefeito era um búfalo chamado Zeca. Ele não falava muito, mas tinha grande autoridade entre os moradores e fazia de tudo pela cidadezinha.

Na Vila Alegria, também havia um pequeno quartel de bombeiros. Apesar de pequeno, o quartel tinha tudo de que os bombeiros precisavam. Lá havia dois caminhões de bombeiros, várias mangueiras e esguichos para apagar incêndios e também a famosa barra de ferro por onde os bombeiros deslizavam do andar de cima quando, de repente, o alarme tocava.

Rozprávka na čítanie - A corajosa raposa Elisa
A corajosa raposa Elisa

Naquele ano, pela décima primeira vez seguida, o carneiro José ganhou o prêmio de Bombeiro do Ano. José era o chefe dos bombeiros e um verdadeiro mestre no que fazia. Como bombeiro, ele trabalhou por muitos anos e participou de várias missões bem-sucedidas. Mais de uma vez comandou o combate a incêndios em prédios, ajudou durante enchentes e até, com as próprias patas, tirou de uma árvore um gatinho que não sabia como descer. Assim, conquistou a simpatia de todos os moradores da Vila Alegria.

No quartel trabalhavam vários bombeiros. Havia, por exemplo, o coelho Kaio, o touro Carlos, o garanhão Edu e mais alguns. Os moradores do vilarejo foram ficando mais velhos, gostavam de sossego e, por isso, felizmente, os chamados dos bombeiros foram diminuindo.

Um dia, uma jovem bombeira, a raposa Elisa, chegou ao quartel. O comandante dos bombeiros não botava muita fé nela. “Uma raposinha tão pequena! Como é que ela vai conseguir ajudar a gente aqui?” Mas tudo bem, pensou José, e aceitou a raposa Elisa junto aos outros bombeiros.

A raposa Elisa era mesmo pequena, mas era muito ágil, rápida e flexível. Ela resolvia tudo num instante e nada era problema para ela.

Numa noite, os bombeiros receberam um aviso: a casinha dos ratos estava pegando fogo. O comandante José estava de férias, então a raposa Elisa assumiu o comando. Os outros bombeiros não reclamaram, já estavam bem confortáveis e gostavam de sossego.

Elisa organizou tudo em poucos minutos, e os bombeiros partiram para o local do incêndio. Quando ela viu a casinha de vários andares em chamas, ficou com muito medo. “Deve ter um monte de ratinhos lá”, pensou, assustada.

Ela distribuiu as tarefas, vestiu o equipamento e, corajosamente, entrou na casinha para salvar os ratinhos do fogo. Enquanto os outros bombeiros apagavam o incêndio, a raposa tirava da casinha em chamas um ratinho atrás do outro. 

Quem diria: a raposa Elisa conseguiu tirar os 35 ratinhos para fora da casinha e, assim, salvou a vida deles. Os ratinhos ficaram muito agradecidos por ela ter cuidado deles com tanto carinho.

Só não deu para salvar a casinha dos ratinhos. Elisa procurou o prefeito da cidadezinha e, juntos, organizaram ajuda para os ratinhos. Com os outros moradores, também ajudaram a construir uma casinha nova para eles.

Quando o comandante José voltou, não acreditou no que estava ouvindo. Teve que admitir que Elisa era mesmo uma bombeira de verdade.

No ano seguinte, todos os ratinhos votaram na raposa Elisa na eleição de Bombeiro do Ano. E, como na Vila Alegria moravam ratinhos em grande quantidade, pela primeira vez depois de muito tempo o prêmio não ficou com o carneiro José. Quem venceu foi a raposa Elisa.

José, no começo, não conseguiu aceitar aquilo. Durante semanas e semanas, ele não falou com ninguém no quartel. Mas, como depois do incêndio na casinha dos ratos a raposa Elisa ainda teve várias ações bem-sucedidas, até o carneiro admitiu que ela realmente merecia o prêmio.

Quando o carneiro José se aposentou, a raposa Elisa assumiu o comando do quartel. Ela liderou a equipe de bombeiros com todo cuidado e responsabilidade. Junto com o prefeito, eles organizaram outras ações para ajudar os moradores da Vila Alegria.

A raposa Elisa se tornou uma das mais queridas por ali, e todos os bichinhos do lugar gostavam muito dela.

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