Nesta história, você vai aprender sobre alguns viajantes extraordinários: os germes. Eles viajam para todo e qualquer lugar. Mas um dos seus destinos favoritos é a barriga de uma criança que não lava as mãos. Como se livrar de viajantes tão astutos, você pode se perguntar? Continue lendo…

Lá estavam eles de novo, aquela gangue de germes — sentados no assento do vaso sanitário, todos gordinhos e peludos, com seus dentinhos e garras afiadas, segurando maletas nas suas mãozinhas e usando chapéus. Alguns chapéus estavam tortos, e eles pareciam bem alegres!
Cansados de ficar no mesmo lugar, mal podiam esperar que surgisse a oportunidade de fazer uma viagem. No instante seguinte, a luz acendeu no banheiro. Poucos segundos depois, o pequeno Jake sentou-se cuidadosamente no assento do vaso.
“Pessoal, vamos lá!” gritou o germe maior e mais gordinho. Os outros obedeceram alegremente. Todos correram para a frente e pularam nas palmas das mãos de Jake. Eles se agarraram firmemente e não soltaram.
“Ebaaa, finalmente vamos fazer uma viagem!” eles vibraram em uníssono. Mas o germe maior rapidamente os interrompeu.
“Não se alegrem tão rápido, amigos. E se o menino lavar as mãos depois? Nossa viagem acabaria na mesma hora.”
Quando terminou, o menino levantou do assento do vaso e deu descarga. Enquanto se aproximava da pia, os germes começaram a sentir ansiedade. Alguns deles morderam a palma da mão dele por puro nervosismo. Eeeee, ele vai lavar as mãos ou não?
Os germes agora podiam celebrar, pois Jake se esqueceu de lavar as mãos. Ele passou pela pia, sem nem notar o sabonete cheiroso, e foi direto para a cozinha. Os germes nas palmas das mãos de Jake estavam radiantes, cantando um canto de vitória.
“Ebaaaa — ele não lavou as mãos! Vamos fazer uma viagem! Vamos fazer uma viagem!”
Jake atravessou a cozinha, pegando uma bala do pote na bancada.
“Ok, pessoal — preparem-se, apontar, já!” gritou o germe maior, e todos colocaram seus óculos de natação. Jake colocou a bala na boca e toda a gangue peluda de germes pulou em sua língua em alta velocidade. E a festa começou. Um germe mordeu a bochecha de Jake por dentro. Outro se enterrou entre os dentes dele e arranhou a pele macia com suas garras afiadas. O resto dos germes apenas dançou.
Assim que o menino engoliu, todos deslizaram na saliva, rolando pelo longo escorregador que ia da garganta direto para a barriga dele. Foi muito divertido — os germes deslizavam de um lado para o outro pelo caminho, como crianças em um tobogã. E, então, todos juntos, aterrissaram na barriga de Jake com um grande “splash”.
Era como cair em uma piscina. Eles pularam, mergulharam e gritaram de alegria: “Que ótima viagem é esta aqui!”
Mas, como sabemos, os germes são maliciosos por natureza. Eles já haviam começado a irritar a barriga de Jake. Eles a cutucavam com suas garras longas, pulavam em cima da comida que ele havia comido há pouco tempo e também brigavam entre si.
“Mãe, de repente, não estou me sentindo muito bem,” Jake disse a sua mãe, franzindo a testa e segurando a barriga. “Por que estou me sentindo tão mal?”
“Talvez você tenha comido algo estragado, querido,” sugeriu sua mãe.
“Mas desde que voltei do banheiro, só comi uma bala,” disse Jake. Ele estava ficando pálido agora.
“E você lavou as mãos direitinho?” perguntou sua mãe. Sentindo-se culpado, Jake apertou os lábios e balançou a cabeça.
“Então, é por isso. Veja, agora você tem germes na barriga que estão te deixando enjoado. Vou te fazer um chá de ervas e você vai se sentir melhor.” Enquanto a chaleira fervia, ela colocou Jake na cama. Depois de alguns minutos, trouxe-lhe uma quentinha e gostosa xícara de chá.
“Beba tudo. E lembre-se: depois de usar o banheiro, sempre lave as mãos direitinho com sabão e água morna. Os germes não gostam disso.”
“Isso quer dizer que eles não conseguiriam entrar na minha boca depois?” perguntou Jake.
“Sim, eles seriam levados pelo ralo e não conseguiriam te fazer mal,” explicou sua mãe, acariciando os cabelos do menino.
Então, Jake bebeu o chá feliz, sentindo-se mais tranquilo. E, de fato, depois de um tempinho, ele se sentiu melhor. Enquanto isso, os germes em sua boca e estômago estavam furiosos com a mistura quente de ervas. Eles socaram o ar com os punhos e gritaram que o menino estava estragando a viagem deles. Agora eles não tinham escolha senão arrumar suas malas e sair da barriga de Jake.
“Ei, chefe,” disse um dos germes peludos, “o que faríamos se toda criança lavasse as mãos? Quem poderíamos morder e irritar?”
“Bem, simplesmente não podemos permitir que isso aconteça. Isso significaria o nosso fim!”

Gostamos muito da aventura dos germes, pois tem sons e meu filho amou.