A manhã começou bem simples. Miguel acordou com os raios de sol entrando pela janela, e não tinha nem uma nuvem no céu. Mas, logo depois do almoço, tudo mudou: o céu ficou cinza e pesado.
Miguel sentou na janela e ficou olhando a chuva cair no jardim. As gotas batiam no parapeito e se espalhavam por todos os lados. Só que, com sol ou com chuva, naquele dia ele não estava com vontade de fazer nada. Ele nem sabia direito por quê. Às vezes a gente acorda assim e fica desse jeito o dia inteiro.

Quando a chuva ficou mais fraquinha, Miguel foi até o jardim. O ar cheirava a terra molhada, e a grama brilhava enquanto o sol começava a aparecer de novo, bem devagarinho. Ele jogou a cabeça para trás e viu uma luz diferente no céu.
Ele tinha dado só alguns passos quando enxergou um arco-íris enorme que atravessava o campo e a floresta, até onde seus olhos conseguiam alcançar.
Miguel ficou parado, admirando aquela cena linda, até perceber que suas meias estavam encharcadas, pois ele tinha saído só de pantufas. O arco-íris parecia tão perto, quase como se começasse ali atrás do jardim. E ele queria muito descobrir onde tudo começava de verdade.
Então voltou correndo, trocou as meias, calçou as galochas, vestiu a jaqueta e seguiu em direção à floresta.
Ainda pingava água das árvores, e pequenas poças se espalhavam pelo caminho. O sol já brilhava entre os galhos, e Miguel foi seguindo as cores que brilhavam entre as folhas. Onde ele ia, parecia que o arco-íris ia junto.
Quando chegou ao campo, parou. No meio da grama havia um antigo poço de pedra. A vovó já tinha contado histórias sobre ele. Diziam que o poço só aparecia para quem precisava de um empurrãozinho e de um pouco mais de cor na vida.
Miguel nunca tinha acreditado muito nisso. Mas ali estava o poço. E uma sombra colorida caía bem sobre ele, como se as sete cores do arco-íris se encontrassem naquele lugar.
Miguel se ajoelhou na beirada e olhou lá dentro. A água era limpa e fazia pequenas ondinhas. Foi então que viu algo brilhando no fundo. Tentou pegar com a mão, mas não alcançou. Pegou um graveto, puxou com cuidado e conseguiu tirar o objeto.
Era uma pedrinha de vidro pequena, diferente de todas que ele já tinha visto. Ela brilhava como um arco-íris. Quando girava entre os dedos, mudava de cor conforme a luz batia.
Miguel sentou na grama e ficou ouvindo o vento suave, que voltava depois da tempestade. O arco-íris começou a desaparecer devagarinho, mas ainda iluminava o caminho de volta pelo campo e pela floresta.
Ele guardou a pedrinha no bolso e percebeu que estava se sentindo melhor do que quando acordou. O ar fresco, a caminhada e o poço misterioso tinham deixado seu coração mais leve.
Quando voltou para casa, a vovó estava pendurando roupas no varal. Ela sorriu e disse: “Hoje o arco-íris estava lindo, não estava?” Miguel concordou com a cabeça e mostrou a pedrinha que tinha encontrado. A vovó olhou a pedrinha por um instante e disse: “Ela é linda. Pode ficar com ela. Uma dessas não se encontra todo dia”.
Miguel sentou nos degraus e olhou de novo para a pedrinha. De repente, entendeu por que as pessoas gostam tanto do arco-íris. Ele aparece depois da tempestade, quando o sol volta a brilhar, e lembra a gente de que, mesmo quando tudo parece cinza, logo pode ficar colorido de novo.
Minha namorada amou a história.
Muito ótima perfeita fui ler com meu irmão e com meu pai
perfeita gostei
Essa história trás de forma impactante e clara para que crianças menores entendam que tudo de alguma maneira pode melhorar. Nela, podemos ver que, mesmo estando tudo péssimo ou triste, no final sempre haverá uma luz repleta de felicidade e coisas boas.