O algodão-doce

Era um final de semana pelo qual a pequena Martinha estava muito ansiosa e animada. Na sua cidade, ia acontecer uma feira. Isso não significava apenas barracas de comida ou pessoas vendendo brinquedos e colheres de pau, Martinha estava ansiosa principalmente pelos carrosséis rápidos e barulhentos e, claro, pelo seu algodão-doce favorito.

Era uma tarde de sábado quando Martinha, junto com seus pais, foi até a praça onde a feira acontecia. Por toda parte tocava uma música alegre, o aroma da comida se espalhava pelo ar e as crianças riam ou gritavam nos carrosséis. Martinha correu de um brinquedo para outro. Quando já estava se divertindo no terceiro carrossel, girando sem parar, lembrou que ainda não tinha comido seu tão esperado algodão-doce.

Histórias curtas para crianças - O algodão doce
O algodão doce

Lá fora, a noite caía devagar, e ela sabia que ainda precisava passar na barraca de algodão-doce antes de ir embora.

“Podemos comprar algodão-doce? Por favooor!”, pediu Martinha, olhando com olhos suplicantes para os pais. Eles sorriram e assentiram.

Quando finalmente encontrou a barraca, entrou feliz na fila. Até mesmo seu short e sua camiseta eram cor-de-rosa, exatamente como o seu doce preferido.

Quando chegou a sua vez, a praça estava iluminada apenas pelas luzes coloridas dos carrosséis.

“Por favor, eu quero um algodão-doce beeem grandão”, disse a menininha com voz educada.

A tia do quiosque sorriu e entregou o algodão-doce para Martinha, que agradeceu com carinho. Em seguida, a vendedora se virou para a fila e avisou:

“Hoje estamos fechando. Já não temos mais nenhum algodão-doce.”

E assim fechou seu pequeno quiosque cor-de-rosa.

Martinha ficou muito feliz porque o último algodão-doce foi para ela. Mas, quando estava prestes a experimentar o doce fofinho e açucarado, ouviu um choro atrás de si. Era uma menininha que estava logo depois dela na fila.

“Eu também queria algodão-doce”, disse a pequena, olhando tristemente para sua mãe.

Martinha ficou pensativa. Ela também amava algodão-doce, mas… a menininha teria que esperar até o dia seguinte.

Sentou-se no banco com seus pais e começou a comer, mas não conseguia parar de pensar na garotinha chorosa perto da barraca fechada. Seus pais tentaram animá-la, mas ela continuava triste.

Então Martinha teve uma ideia. Correu até o quiosque, onde a tia vendedora já se preparava para ir embora.

“Posso pedir um palitinho, por favor?”, perguntou Martinha.

A vendedora lhe entregou um e Martinha correu até a menininha que chorava.

“Posso dividir com você, se quiser”, disse com carinho. Tirou um pedaço do seu algodão-doce, colocou no palitinho e entregou à menininha.

Os olhinhos cheios de lágrimas logo se encheram de alegria.

“Oba, muito obrigada!”, respondeu a menininha, agora sorrindo, e pegou o algodão-doce. Na mesma hora, parou de chorar.

Embora não tivesse sobrado muito para Martinha, ela se sentiu feliz. Havia dividido e mostrado generosidade, como seus pais sempre lhe ensinaram.

“Estamos orgulhosos de você”, disse sua mãe, beijando sua testa.

Enquanto saboreava os últimos pedacinhos do algodão-doce, Martinha percebeu como é importante compartilhar e ficou contente por ter alegrado outra criança.

E assim, o dia de feira terminou com uma boa sensação, exatamente como ela sonhou.

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