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Histórias curtas para crianças - A história da criatura do mar

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A história da criatura do mar

Era uma vez, nas profundezas do imenso oceano, um polvo vermelho chamado Emanuela. Ela não morava perto dos recifes de coral coloridos, onde o sol brincava com a água e peixinhos alegres dançavam nos raios de luz. 

Emanuela vivia em uma parte escura do oceano, onde reinavam a paz, o silêncio e a escuridão. Era uma região tão profunda e sombria que todas as criaturas precisavam aprender a se acostumar. Mas Emanuela sonhava com o sol. Ela ouvia histórias contadas pelos peixinhos que, sem querer, acabavam chegando àquela parte escura do oceano — viajantes que falavam sobre os belos raios cintilantes que iluminavam a água.

Certo dia, uma peixinha chamada Doly veio visitá-la.

“Oi… eu me perdi. Você pode me ajudar a chegar até os corais? Tenho medo de ir sozinha”, pediu a pequena e assustada peixinha azul.

Emanuela percebeu que aquela era a oportunidade que esperava há muito tempo. A pequena peixinha realmente precisava de ajuda!

“Claro!”, respondeu Emanuela, animada.

Embora fosse um polvo grande, ela mesma nunca tivera coragem de nadar para longe de sua casa. E assim, o polvo Emanuela e sua nova amiga, a peixinha Doly, partiram em busca do recife de coral. Elas nadaram entre algas verdes, passaram pelas águas-vivas cor-de-rosa — das quais preferiam manter distância — e até cruzaram com grandes tubarões.

“Um polvo? Tão lá no alto assim?”, perguntou surpreso o enorme tubarão que nadava ao redor delas.

Emanuela sorriu e assentiu. O tubarão faminto se aproximou, arregalando os dentes.

“E ainda por cima você trouxe o jantar!”, falou o tubarão, já prestes a avançar sobre a peixinha azul.

Mas Emanuela estava decidida a proteger sua nova amiga. Enrolou seus longos tentáculos ao redor do tubarão e o apertou com todas as forças. O tubarão soltou um som agudo, e Emanuela o deixou ir.

E sabe o que aconteceu? Ele ficou tão assustado que escondeu os dentes na hora e saiu nadando apavorado, o mais rápido que conseguiu.

Emanuela, surpresa com sua própria força e coragem, deixou escapar uma risadinha.

“Obrigada!”, disse Doly, nadando ao redor dela.

De repente, a água ficou mais clara, e raios de sol começaram a brilhar sobre Emanuela.

“Não, eu é que agradeço. Graças a você, finalmente posso ver o sol!”, disse Emanuela, emocionada, levantando a cabeça para fora da água.

Era ainda mais bonito do que ela imaginava. Logo ali, atrás da curva, surgia um recife de corais colorido, onde Emanuela deixou sua nova amiga em segurança. E, embora tivesse nascido para viver na escuridão, todos os dias o polvo subia um pouquinho mais alto para sentir os raios de sol e visitar Doly entre os corais.

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2 comentários

  1. Uiara Pontes

    Que linda história!

    Responder

    1. Maria luisa

      Sim,muito bonita a história e muito fofa e que dizia a força da mulher!!!❤️❤️

      Responder

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