Ruth, a canguruzinha

Em uma terra quente, banhada pelo sol, viviam diferentes tipos de criaturas e até insetos perigosos. Além das grandes cobras e aranhas, era possível encontrar por lá cangurus saltitantes e coalas abraçados às árvores. Esse país se chama Austrália. Não é apenas um lugar cheio de criaturas de todos os tipos, mas também é famoso por sua natureza deslumbrante.

Nas belas planícies douradas desse país, vivia também uma pequena canguru chamada Ruth. Ela ainda era filhote e adorava se aconchegar no acolhedor saco da barriga da mamãe. Ali se sentia protegida dos outros animais e tinha uma vista maravilhosa do mundo ao seu redor. Ela ainda tinha muito medo de pular, então preferia saltar com a mamãe, bem escondida no saco da barriga dela.

Histórias curtas para dormir - Ruth, a canguruzinha
Ruth, a canguruzinha

Todos os dias, a Mamãe Canguru, com Ruth na barriga, pulava pela grama alta, admirando as longas hastes da relva ou saltando com os outros cangurus. Ruth se sentia segura e, de fato, ainda não sabia pular tão alto quanto sua mamãe. Mas um dia a pequena Ruth iria aprender, só não imaginava que esse dia chegaria tão cedo.

Era uma manhã quente e ensolarada, e Ruth dormia tranquila com sua mãe. De repente, porém, sua mãe saltou bem alto e Ruth caiu no chão empoeirado. Ela havia sido lançada para fora do saco da barriga da mãe. Ruth se sacudiu da areia e, enquanto esfregava o pó dos olhinhos, sua mãe já tinha saltado para longe.

“Ah, mamãe! Estou aqui!”, gritava a pequena Ruth, mas Mamãe Canguru já tinha sumido. A canguruzinha sentou-se no chão e chorou. Mas então se lembrou de que também era um canguru. Mesmo sendo tão pequenininha, sabia que conseguiria pular. Ruth se impulsionou e tentou pular. Foi um pulinho pequeno, mas ela conseguiu. Depois pulou de novo e de novo, até sair saltitando pela paisagem.

“Eu sei pular!”, gritava alegremente, pulando e tentando alcançar a mamãe. Mas, na verdade, não conseguiu alcançá-la. Cansada de tanto pular, Ruth sentou-se numa pedra. Seus olhinhos se encheram de lágrimas. E se ela nunca encontrasse sua mamãe? Ela não era rápida o suficiente para alcançá-la.

“Oi!”, de repente, algo falou com ela. Diante de Ruth estava uma pequena aranha peluda. Mas a canguruzinha tinha medo de outros bichinhos. Mamãe Canguru sempre dizia para tomar cuidado. A aranhazinha parecia assustadora, mas carregava um sorriso gentil no rosto.

“Oi”, respondeu Ruth tristemente. Ela precisava ser educada, mesmo estando com medo.

“Por que você está chorando?”, perguntou a aranhazinha, surpresa, sentando-se numa pedra ao lado da pequena canguru. Não parecia querer lhe fazer mal.

“Eu perdi a minha mamãe”, respondeu Ruth com tristeza.

“Humm… uma canguru grande, com um saco na barriga e uma manchinha branca no pescoço?”, perguntou a aranhazinha, curiosa. Os olhinhos de Ruth brilharam de esperança.

“Sim! Essa é a minha mãe! Você a viu?”, perguntou Ruth, incrédula. 

A aranhazinha assentiu e apontou com uma de suas patinhas, mostrando onde sua mamãe tinha pulado: logo ali adiante, naquele morro alto.

“Obrigada, amiga!”, respondeu Ruth, pulando para longe. 

A aranhazinha sorriu de forma carinhosa e lhe desejou muita sorte.

Ruth criou coragem. Não choraria mais. Ia mostrar para sua mãe que já era grande e que não tinha medo. Na natureza, ela conseguia se virar sozinha. Ruth pulava o mais rápido que suas perninhas pequeninas permitiam. E então, no topo do morro, avistou uma figura conhecida. Lá estava sua mãe, olhando ao redor.

“A aranhazinha tinha razão!”, pensou Ruth sobre sua nova amiga, que a havia ajudado.

“Mamãe!”, gritou Ruth, acelerando seus pulos. A mãe se virou e, com um grande salto, pegou a canguruzinha de volta para seu saco seguro na barriga.

“Fiquei com medo por você, mas vejo que foi corajosa e conseguiu pular até aqui!”, disse a mãe. Ruth sorriu e, de tão cansada, adormeceu no saco seguro da mamãe, junto ao seu colo macio.

A partir daquele dia, Ruth continuou adorando passear no saco seguro da barriga da sua mãe, mas agora sabia que podia pular sozinha e que era mais corajosa do que imaginava.

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