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O sorvete de baunilha – conto para crianças: Lúcia emburrada e a vendedora diante da barraca de sorvete

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O sorvete de baunilha

O clima quente alegrava não só a natureza, mas também as crianças. Os pequenos aproveitavam os dias ensolarados brincando no parque ou pedalando pelas redondezas. Mas quem estava mais animado era o pequeno Lucas, ansioso por um delicioso e refrescante sorvete. Ele esperava pelo dia em que a tia da sorveteria finalmente abriria sua barraca atrás de sua casa. E não é que, de repente, a barraca já estava aberta?

E assim, numa manhã de sábado, o pequeno Lucas saiu com sua mãe para tomar seu primeiro sorvete do ano. Caminhava alegre pela calçada, seus cabelos loiros esvoaçavam ao vento, e seus olhos brilhavam com entusiasmo. O que ele mais queria era o sorvete de baunilha. Esse sempre foi o seu preferido.

Quando chegaram à barraca de sorvete, Lucas se posicionou junto à janela e, cheio de expectativa, examinou o cardápio.

“Chocolate, nozes, morango…” — mas a palavra baunilha não estava em lugar nenhum!

“Mamãe, não tem sorvete de baunilha”, disse tristemente o menininho.

“E se você experimentasse um sabor novo?”, perguntou a mamãe.

Mas Lucas fez uma careta. Ele não queria experimentar nada novo, só queria o seu sorvete de baunilha.

“Eu quero de baunilha!”, exclamou, contrariando, batendo o pezinho. 

As pessoas na fila olharam surpresas para o menininho de camiseta azul, tão descontente.

A mamãe o olhou seriamente e respondeu:

“Lucas, um menininho educado não se comporta assim. Se não tiver baunilha e você não quiser outro, então hoje não vai ter sorvete. Eu vou querer o de castanha.”

O menininho sentou-se emburrado no banco ao lado da mamãe, que aproveitava seu sorvete.

Depois de um tempo, a mamãe ofereceu a sua casquinha para ele.

“Prova só um pedacinho, quem sabe você se surpreende?”, disse a mãe.

No começo, Lucas recusou, mas a curiosidade falou mais alto. No fim, ele provou um pouquinho. E seus olhos logo brilharam.

“É delicioso!”, exclamou, surpreso o menininho.

A mamãe sorriu e disse:

“Viu? Se não experimentar, nunca vai saber. Às vezes, as melhores coisas são justamente aquelas que, a princípio, nem queríamos.”

O menininho percebeu que a mamãe tinha razão. Mas então ele se deu conta de que não havia se comportado bem. Olhou para a mamãe e disse baixinho:

“Desculpa, mamãe, eu não fui bonzinho. Você compraria um para mim também? Pode ser de outro sabor. Eu gostaria de experimentar!”, disse o menininho, olhando para a mamãe com seus olhos castanhos.

A mamãe sorriu e, é claro, não resistiu ao olhar do filhinho e comprou também um sorvete para ele.

E assim, Lucas saboreou não só o sorvete de noz, mas também o de morango. A partir daquele dia, o menininho percebeu que nem tudo o que é novo precisa ser ruim. E agora ele não gosta só de sorvete de baunilha, mas de todos os sabores! Se naquele dia tivesse o de baunilha, ele nunca teria descoberto isso.

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