Já faz muito tempo, numa manhã ensolarada, dois irmãos, Kátia e Moisés, acordaram em uma cidadezinha tranquila. Eles eram crianças alegres e todos os dias inventavam novas aventuras. Depois do café da manhã, a mãe os levou ao parquinho em frente ao prédio. Foi então que as crianças repararam em vários desenhos coloridos pintados no chão.
“Mamãe, como é que esse caminho ficou tão bonito, cheio de desenhos?”, perguntou Kátia.

“Devem ter sido algumas crianças que desenharam isso ontem. A gente também pode desenhar assim. Com certeza ainda temos um pouco de giz colorido lá no porão. Eu também adorava desenhar quando era pequena”, explicou a mãe.
As crianças ficaram animadas, imaginando que também poderiam fazer desenhos tão lindos quanto aqueles.
Então, foram até o porão. A mãe demorou um pouquinho até se lembrar de onde tinha guardado o giz. Mas, depois de procurar um pouco, encontrou um baldinho cheio de giz colorido em uma prateleira.
As crianças pegaram o baldinho na mesma hora e correram até o portão. A mãe trancou tudo direitinho e, juntos, voltaram para fora, onde acharam um pedaço de calçada limpo, sem nenhum desenho.
“O que a gente vai desenhar?”, perguntou Kátia, pensativa.
“Eu vou desenhar meu carrinho preferido!”, comemorou Moisés, pegando o giz azul e o branco.
Ele desenhou um caminhão azul, igualzinho ao que tinha ganhado do pai no Natal.
“Então eu vou desenhar uma boneca”, disse Kátia.
Ela pegou o giz vermelho e desenhou o vestido da boneca. Depois fez o corpo e, com o giz amarelo, desenhou os cabelos.
“Vocês sabiam, crianças, que dá para desenhar um jogo no chão pra gente brincar?”, perguntou a mamãe, lembrando do jogo que costumava jogar com os filhos dos vizinhos quando era pequena.
“Sério, mamãe? Que jogo é esse?”, perguntou Moisés, curioso.
A mãe pegou um giz e começou a desenhar uma figura diferente no chão: alguns quadrados, às vezes um só, às vezes dois lado a lado, e dentro deles escreveu números.
“Eu nunca vi isso. E como se brinca?”, perguntou Kátia.
“Isso se chama amarelinha. Você pula nas casinhas com um pé só, indo e voltando. E quem conseguir pular mais vezes vai ganhar uma recompensa minha”, explicou a mãe, mostrando como se brincava.
As crianças adoraram. Ficaram pulando, rindo e competindo até começar a escurecer, quando a mamãe chamou os dois para voltar para casa.
Kátia ficou um pouquinho triste e disse:
“O Moisés foi mais esperto… ele ganhou.”
“Mas eu acho que vocês dois merecem uma recompensa”, disse a mãe, sorrindo.
Em casa, ela preparou um delicioso bolo de frutas para eles. Depois, as crianças ainda ficaram um tempinho olhando pela janela o caminho todo desenhado. Viram que outras pessoas também paravam para olhar e até pulavam amarelinha, rindo e se divertindo.
Mais tarde, foram dormir felizes, já ansiosos para brincar lá fora de novo no dia seguinte.