Lenita e o dragão Relâmpago

Nas montanhas altas, morava um dragão enorme. Ele tinha uma boca grandona, cheia de dentes afiados, e uma cauda tão comprida e pesada que, quando ele mexia, parecia um terremoto.

O nome dele era Relâmpago. Ele era o maior dragão da Terra, mas, em vez de cuspir fogo, ele soltava raios! Quando respirava fundo, parecia que um trovão estava vindo. Relâmpago gostava muito de ser grande, forte e de mostrar que soltava raios. Todo mundo tinha medo dele, menos a Lenita, uma menininha corajosa e esperta. Foi ela que ensinou o dragão a não ser tão orgulhoso. Vou contar como isso aconteceu…

Histórias curtas para dormir - Lenita e o dragão Relâmpago
Lenita e o dragão Relâmpago

Lenita morava numa vila perto das montanhas. Ela sabia que o dragão era muito orgulhoso, mas não tinha medo dele. Ela acreditava que Relâmpago podia usar sua força para ajudar, e não só para mostrar que era o maior. Então, um dia, ela decidiu encontrar o dragão para conversar.

Lenita foi até a montanha, sentou em uma pedra e começou a cantar bem alto: “Eu não acredito, não acredito, que um dragão consiga levantar uma árvore. Eu não acredito, não acredito, que ele seja forte como um trovão!”. 

Ela esperava que o dragão ouvisse a canção e saísse da caverna. De repente, o chão começou a tremer, as pedras pularam e as árvores balançaram. Era o Relâmpago saindo da caverna, todo zangado. “Quem é que não acredita que eu posso levantar uma árvore? Eu sou o mais forte do mundo!”, ele falou. “Eu não acredito”, respondeu Lenita, firme.

O dragão ficou bravo e mandou Lenita mostrar onde estava a tal árvore. Eles foram até a floresta, e ela apontou para uma árvore caída, bem grande. O dragão respirou fundo, juntou toda sua força, levantou a árvore e colocou ela longe, onde ninguém poderia se machucar. 

“Viu só? Eu levantei! Eu sou o mais forte!”, falou todo orgulhoso. “Eu sei, você é muito forte. Obrigada por ajudar”, disse Lenita. “Ajudar? Eu não ajudo ninguém!”, disse Relâmpago, surpreso. “Mas você acabou de ajudar! Tirou a árvore do caminho para ninguém se machucar. Por isso, obrigada!”, explicou a menina e foi embora. Relâmpago ficou parado, pensando. Ele nunca tinha ajudado ninguém antes. Todos tinham medo dele, mas uma menina conseguiu fazê-lo ajudar. Isso era muito estranho para ele.

Algumas semanas depois, sem nenhuma chuva na vila, a terra ficou seca. As pessoas precisavam de chuva para as plantações, por isso Lenita decidiu pedir ajuda ao dragão. Afinal, quem mais teria força para soprar as nuvens e fazer uma tempestade? Com coragem, ela foi até onde ele estava e explicou a situação. Entretanto, Relâmpago não queria ajudar, ele era muito orgulhoso. Então ela mudou de estratégia. 

“Que pena… Eu pensei que você fosse forte o bastante para voar e fazer chover, até soltar um raio pequeno. Mas se não consegue, tudo bem”. O dragão ficou bravo e pensou: “Essa menina acha que eu não sou forte? Vou mostrar para ela”. 

Ele voou para o céu, soprou as nuvens com muita força, até que elas se juntaram e começou a chover. No meio da chuva, ele voou por todos os cantos, soltando raios de sua boca. Foi um espetáculo maravilhoso. Lenita, lá embaixo, observava tudo sorrindo, vendo o quanto Relâmpago estava se divertindo.

Quando o dragão voltou, ela disse: “Obrigada! Viu como é melhor usar sua força para ajudar do que ficar bravo e sozinho?”. Ela abraçou o dragão, e ele sentiu um calorzinho bom no coração.

Hoje, nas montanhas altas, ainda mora o maior dragão de todos. Mas agora ele não é mais orgulhoso. Ele usa sua força para ajudar todo mundo e é muito feliz porque aprendeu isso com Lenita. 

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