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Histórias curtas para crianças - Corrida de carrinhos

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Corrida de carrinhos

Era uma vez um menininho chamado Adam. O que ele mais gostava era brincar com seus carrinhos. Eles eram seus melhores amigos. Cada um tinha um nome e uma função especial: o vermelho era de corrida, o amarelo era táxi e o azul era policial. Adam tinha até uma ambulância e um pequeno caminhão de bombeiro.

Era uma manhã de sábado quando seu pai apareceu com uma surpresa. E entrou no quartinho de Adam trazendo uma caixa nas mãos. O menino levantou os olhos dos carrinhos com que estava brincando no tapete.

“Por você ter se saído tão bem na escola, a mamãe e eu temos uma surpresa para você”, disse o pai, sentando-se ao lado do menino.

“O que é? Vamos abrir, por favooor!”, exclamou Adam, ansioso.

Quando abriram a caixa, com a ajuda do pai, encontraram dentro uma grande pista de corrida. Adam não podia acreditar no que via: era exatamente aquela com que ele sempre sonhou! Então, junto com o pai, começou a montar a pista. Logo, todo o tapete estava tomado por curvas e retas.

Adam colocou seus carrinhos enfileirados, prontos para a largada. De repente, sua irmãzinha, Mônica, apareceu no quarto. Ela se sentou no tapete ao lado do irmão e do pai, pronta para brincar também. Mas Adam não gostou muito da ideia. Afinal, aqueles eram os seus brinquedos.

“Não mexa nisso! Você vai estragar! Esse presente é meu!”, disse o menino, irritado, quando a pequena Mônica começou a brincar com a pista.

O pai olhou para o filho e explicou que não era certo falar assim com a irmãzinha, e que ele poderia compartilhar o brinquedo novo com ela. Afinal, ela também podia brincar, mesmo sendo ainda tão pequenininha.

Adam soltava um carrinho atrás do outro e se alegrava com sua nova pista de corrida.

“Venha, agora tente você”, disse o pai para Mônica, entregando a ela um pequeno carrinho vermelho.

A menininha colocou o carrinho na linha de largada, mas, quando quis empurrá-lo para que deslizasse pela pista, acabou arrancando sem querer a pequena bandeirinha verde que marcava o início da corrida.

“Você estragou tudo!”, gritou Adam, irritado.

A menina entristeceu-se e respondeu baixinho: 

“Desculpa, Adam… eu não quis fazer isso”, disse ela, triste, e saiu do quarto. Estava muito sentida. Não teve a intenção de estragar nada.

“Mas a gente pode consertar, e sua irmãzinha não fez por mal. Que tal mostrar para ela como se empurram os carrinhos? Ela ainda é tão pequenininha, não sabe como fazer isso”, explicou o pai, enquanto consertava a bandeirinha.

Adam não gostou muito disso, mas seu pai tinha razão. Sua irmãzinha ainda era pequena e, com certeza, não fez aquilo de propósito. Enquanto isso, a pequena Mônica estava sentada tristinha em seu quartinho. Ela só queria brincar com eles. De repente, seu irmãozão apareceu na porta.

“Vem, não aconteceu nada. Vou te mostrar como brincar com os carrinhos. Não estou bravo”, disse Adam, pegando a mão da irmãzinha.

Isso deixou Mônica feliz, e Adam a ensinou como brincar com os carrinhos na pista. E assim eles brincaram juntos, e só se ouvia o riso dos dois. Competiam para ver qual carrinho era o mais rápido: uma vez Mônica ganhou, na outra foi Adam.

E o menininho percebeu que podia dividir seu presente com a irmãzinha e que não precisava ficar bravo quando ela estragava alguma coisa sem querer. Afinal, ela ainda era tão pequena, e esse tipo de coisa acontece.

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