Como o carrinho dos Correios foi salvo pelos bombeiros

Era uma vez um carrinho dos Correios. Ele entregava cartas e pacotes para as pessoas, rodando no calor, no frio, na chuva e até na neve. Saía até quando a estrada estava coberta de gelo, igual a um verdadeiro ringue de patinação.

Numa pequena vila, a mãe do Jorginho precisava de remédios da farmácia. Jorginho estava doente, e a mamãe não tinha carro para buscá-los. Então, ela pediu para enviarem pelos Correios. O carrinho pegou o pacote com os remédios e saiu animado para fazer a entrega.

Contos curtos para crianças - Como o carrinho dos Correios foi salvo pelos bombeiros
Como o carrinho dos Correios foi salvo pelos bombeiros

“Nossa, como está escorregadio hoje”, dizia o carrinho enquanto subia o morro com dificuldade.

Na curva, ele encontrou um carrinho vermelho atolado na neve, fora do caminho.

“Ei, carrinho dos Correios, pra onde você vai?”, resmungou o carrinho vermelho de dentro da neve.

“Preciso entregar um pacote importante”, respondeu o carrinho.

“É melhor você não ir pra lugar nenhum. Olha só como está escorregadio. Eu escorreguei da estrada para a valeta e agora tenho que esperar meu amigo trator vir me puxar daqui.”

“Mas eu preciso ir. Não se preocupe, eu consigo!”, disse o carrinho com muita determinação, seguindo devagar pela estrada.

Já estava mais ou menos na metade do caminho para a vila quando encontrou um caminhão grandão parado na beira da estrada, sem conseguir subir a ladeira.

“Ei, carrinho dos Correios, para onde você está indo? Está tudo coberto de gelo!”, estranhou o caminhão.

“Preciso entregar um pacote importante”, respondeu o carrinho.

“Ah, eu também estou levando uma entrega importante. É comida para o mercado, para que as pessoas possam comprar seus mantimentos. Mas acho que vou chegar atrasado, porque não consigo subir esse morro.”

“Também preciso ir. Então, boa sorte. Daqui a pouco vai passar um amigo trator. Ele com certeza vai te ajudar”, disse o carrinho, seguindo seu caminho.

O carrinho tentou descer uma ladeira bem íngreme, e as rodinhas começaram a correr tão rápido que ele ficou com medo de perder o controle.

“Estou indo rápido demais”, pensou o carrinho, já tentando frear. Mas isso foi um erro, porque quando se freia forte no gelo, as rodas escorregam ainda mais rápido.

De repente, percebeu que estava deslizando para uma valeta. Escorregou da estrada direto para um “cobertor” de neve. Pelo menos era bem fofinho e macio. Mas sair dali já não dava mais.

“Ah, agora não vou conseguir entregar o pacote a tempo. Antes que o trator chegue, já vai ter anoitecido”, lamentou o carrinho.

Já estava quase chorando quando ouviu alguém chegando. Era um carro grande e vermelho, com um farol piscando azul.

“Carrinho dos Correios, viemos te ajudar!”, gritou e buzinou o carro.

O carrinho viu que eram os bombeiros! Eles rapidamente o ajudaram a sair da neve e voltar para a estrada.

“Muito obrigado, bombeiros! Muito obrigado de coração!”, disse o carrinho.

“De nada, carrinho. Ajudar os outros é o nosso trabalho”, responderam os bombeiros. “Mas precisamos ir, caiu uma árvore na estrada perto da cidade e também precisamos ajudar lá.”

Com o farol ligado, seguiram em frente.

O carrinho foi mais devagar e chegou feliz à vila, conseguindo entregar o pacote para a mãe do Jorginho.

“Obrigada, carrinho! Agora, com os remédios certos, o Jorginho com certeza vai melhorar.”

O carrinho ficou muito orgulhoso de si mesmo por ter conseguido entregar o pacote importante. Ele voltou feliz até o correio, entrou na garagem quentinha e descansou, pronto para novas aventuras sempre que alguém precisasse de uma entrega importante.

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