As férias de Martin

Eram férias de verão e não eram só as crianças que se alegravam, mas também o solzinho, que brilhava forte no céu. As crianças aproveitavam os dias livres e estavam felizes por não precisarem mais sentar nas carteiras da escola.

Algumas construíam castelos de areia na praia, outras pedalavam com os amigos pelas ruas ou jogavam futebol no campinho. Todos se divertiam, menos o pequeno Martin.

Histórias curtas para crianças - As férias de Martin
As férias de Martin

O menininho de cabelos castanhos passava as férias de um jeito um pouco diferente do habitual. Em vez de ficar na sua cidade natal com os pais ou com os amigos, ele precisou passar o mês inteiro na casa dos avós, numa pequena vila. Sem parquinhos ou parques, sem shoppings com cinemas, e nem mesmo outras crianças. Só havia campos, árvores e muitos animais.

Para Martin, aquilo era uma verdadeira catástrofe, e ele mal podia esperar por agosto, quando finalmente estaria de volta em casa.

A vovó e o vovô tentavam animar Martin de todas as maneiras possíveis. Vovó preparava seus pratos preferidos, eles assistiam filmes juntos, e até o vovô lhe ensinava a cortar lenha. Mas nada disso alegrava o netinho. Martin só olhava para o tablet ou para a televisão, com uma carinha emburrada.

Na manhã de segunda-feira, o vovô entrou no quarto do menininho com um brilho de esperança nos olhos.

“O que acha de irmos pescar juntos?”, perguntou com carinho.

Martin fez uma careta e levantou os olhos do tablet.

“Não! Eu não gosto de pescar. Na água é pra nadar!”, respondeu irritado.

O vovô coçou sua cabeça grisalha e, de repente, seus olhos brilharam. Ele teve uma ideia.

“Então, vou pensar em outra coisa. Você vai ver, vai gostar”, respondeu animado.

E assim, a vovó e o vovô rapidamente arrumaram uma coberta, toalhas, alguns lanchinhos e roupa de banho.

“Vamos lá! Entre logo no carro e vamos dar uma volta, porque você vai tirar leite das vacas!”, disse o vovô em tom de brincadeira.

Martin se levantou contrariado e caminhou irritado até o carro. Eles entraram e, depois de um tempinho, chegaram a um pequeno lago.

Martin olhou pela janela e, de repente, seus olhos brilharam. O lago brilhante estava cheio de pessoas. Alguns estavam na lanchonete, outros se aqueciam ao sol. As crianças brincavam na água, nadavam em boias infláveis e se divertiam. Havia até um grande escorregador vermelho que levava direto para a água.

Eles desceram do carro, acharam um cantinho sombreado debaixo de uma árvore, estenderam a toalha e a vovó ofereceu ao Martin um pedaço suculento de melancia. Ele aceitou com um sorriso.

“Isso está ótimo!”, respondeu o menininho com entusiasmo, trocando-se rapidinho para a roupa de banho.

A vovó e o vovô ficaram entusiasmados ao verem finalmente um sorriso no rosto do netinho. Seu humor agora estava radiante. O menininho esqueceu o tablet guardado na bolsa e correu para a água junto com o vovô.

E vocês nem imaginam! Na água, ele e o vovô brincaram de jogar bola e até outras crianças dos arredores se juntaram à diversão.

E assim, Martin fez novos amigos e viveu novas aventuras. Eles brincaram com a bola, nadaram e desceram pelo grande escorregador várias vezes.

Quando o sol começava a se pôr devagarzinho, Martin e os avós voltaram para casa. Durante o jantar, o menininho sorria para os avós. Ele não estava mais bravo.

“Desculpem se fui mal-humorado. Podemos ir ao lago de novo amanhã?”, perguntou ele, com timidez.

O vovô sorriu de volta.

“Não foi nada. E podemos sim, mas você precisa me ajudar um pouquinho no jardim, e depois podemos ir. Combinado?”

Martin concordou alegremente e devorou uma garfada atrás da outra.

Daquele dia em diante, o menininho nunca mais ficou bravo. Com alegria, ajudava a vovó e o vovô no jardim ou se divertia no lago com os novos amigos. Ele percebeu que nem toda diversão está no tablet ou na televisão, mas que ela o esperava lá fora — só precisava dar uma chance.

Avalie isso post

Navigácia príspevkov

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Topo