Lucas e a matemática

Era uma vez um menininho chamado Lucas. Era véspera da prova de matemática, e o menininho estava deitado no tapete da sala, com a cabeça entre as mãos.

“Se ao menos eu conseguisse entender isso”, disse tristemente o menininho, olhando para os números à sua frente. Ele não entendia nada. A mãe se sentou ao lado dele e disse: 

Histórias curtas para crianças - Lucas e a matemática
Lucas e a matemática

“Vou tentar te ajudar”, falou, carinhosa.

E os dois começaram a estudar juntos. Lucas e a mãe passaram o fim da tarde contando números e resolvendo exercícios. Às vezes o menininho acertava, outras vezes não. Lucas se esforçava como podia, mas sempre achou difícil entender matemática. Porém, ele sabia que tinha dado o seu melhor e aprendido o quanto pôde para a prova do dia seguinte.

Era a manhã da prova, e Lucas estava indo para a escola com a mãe. 

“Hoje não tenho só a prova de matemática, mas também um concurso de desenho”, disse o menino. 

Ele passou a noite inteira estudando matemática e se esqueceu completamente do desenho. Mas desenhar ele sabia bem; bastava ter lápis de cor por perto. 

“Você vai conseguir!”, incentivou a mamãe. Ela sabia que ele era talentoso.

O sino tocou na escola e a primeira aula começou. Era aula de artes. A professora entregou papéis para as crianças, e assim começou o concurso da paisagem mais bonita. Lucas pegou seus lápis de cor e se pôs a desenhar. Ele pintou uma grande colina verde, onde reluziam os raios dourados do sol. No céu, desenhou também pássaros voando. O menininho criou uma linda imagem no papel — tudo parecia muito fácil para ele. 

Antes do fim da aula, a professora recolheu os desenhos e os colocou diante das crianças. Elas precisavam escolher qual imagem achavam mais bonita. E você não vai acreditar! Lucas venceu e tirou nota dez!

Mas a alegria pela vitória foi interrompida pelo toque do sinal. Era intervalo e, depois dele… a prova de matemática.

A aula começou e a professora entregou as provas. Lucas tentou se lembrar do que havia aprendido, mas os números pareciam voar sem parar em sua cabeça. Ele se esforçou para resolver pelo menos um dos três exercícios, aquele que ele achou o mais fácil. Quando a prova acabou, a professora recolheu as folhas, e Lucas ficou sentado timidamente à mesa. Ele teve vontade de chorar. Estudou tanto e só conseguiu resolver um exercício. Isso o deixou aflito.

A professora de matemática sentou-se à mesa e começou a corrigir as provas. No fim da aula, ela devolveu as folhas. Um quatro. Não era uma boa nota, e Lucas não ficou nada satisfeito consigo mesmo.

“Ah, eu me esforcei tanto”, pensou tristemente o menininho.

O dia inteiro na escola passou rapidinho, e Lucas ficou muito chateado por ter ido mal em matemática. Quando chegou em casa, a mãe o recebeu na porta e viu seu rostinho triste.

“Tirei um quatro naquela prova”, disse o menininho, jogando a mochila no chão. A mãe o abraçou forte e respondeu:

“Você estudou, e isso já me basta. Eu sei que você se esforçou. Vamos estudar mais e, da próxima vez, você vai se sair melhor, você vai ver”, disse ela com delicadeza. 

Lucas assentiu tristemente.

“Matemática não é para mim nem nunca vai ser”, murmurou Lucas.

“Não precisa ser”, respondeu Mamãe. “O importante é se esforçar. E você é tão bom em desenhar, e nem todo mundo sabe desenhar.” 

E ela tinha razão. Na aula de artes, ele havia ganhado o concurso e tirado um dez. Lucas mostrou seu desenho para a mamãe, e ela o expôs no corredor.

“Não precisamos ser bons em tudo, o importante é que tentamos”, disse a mamãe enquanto penduravam o quadro na parede.

E assim foi. Embora o menininho ainda sentisse medo da matemática, ele se esforçava e estudava. Nunca tirava dez, mas a professora e seus pais viam que ele estava se dedicando. 

E quanto ao seu desenho? Os desenhos de Lucas não enfeitavam apenas a casa, mas também a escola, e as pessoas simplesmente não conseguiam parar de admirar suas belas criações. De fato, não precisamos ser bons em tudo. O importante é que nos esforçamos.

4.7/5 - (88 votos)

Navigácia príspevkov

2 Comentários

  1. Parece que aqui a mãe não está muito importada com a má nota do filho a Matemática. Não precisa de ser bom em tudo mas tem de ter os mínimos para ir bem na escola e passar de ano. Depois sim pode escolher o que gosta mais com mais tempo e idade.

  2. Leio todas as noites 2 de suas histórias para os meus filhos dormirem, obrigada pelo trabalho de vcs, com certeza a infância das minhas menininhas é do meu bb será lembrada com suas histórias

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Topo