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A princesa corredora – história infantil

Histórias para Dormir

A princesa corredora

Marta B.11 de outubro de 20264 min de leitura

Era uma vez uma princesinha. Ela adorava correr e pular. Só que a mamãe rainha e o papai rei não deixavam, porque achavam que aquilo não era coisa de princesa. Mas a princesa não conseguia parar de correr. Não queria deixar os pais tristes com a sua desobediência, então escapava escondida do castelo e corria pelos campos, pomares e prados.

Um dia, a princesa ficou sabendo que ia ter uma corrida no reino. Ela queria muito participar. Mas não dava, porque os pais iam descobrir na mesma hora. A princesa ficou muito triste. Um dos homens da corte viu e resolveu ajudar.

— Princesa — disse ele —, e se você se disfarçasse de menina da roça e corresse na prova?

A princesa adorou a ideia. No dia da corrida, disfarçada, ela escapou do castelo e foi para a largada. A corrida era bem longa e cansativa, mas a princesa venceu. Quando estava no pódio recebendo a taça, alguém do povo a reconheceu e gritou:

— É a nossa princesa!

A princesa levou um susto e voltou correndo para o castelo. Mas a notícia de que a princesa tinha vencido a corrida chegou até os pais dela. Eles ficaram muito tristes e não gostaram nada de saber que ela tinha desobedecido.

— Você nos decepcionou — disseram.

Os dias e as semanas foram passando num clima bem triste. Até que, um dia, apareceu no reino um lobo malvado, que começou a levar as criancinhas embora. Era terrível. O lobo levava mais e mais crianças. O conselho real se reuniu e decidiu que o lobo precisava ser pego e expulso do reino. Só que o lobo corria tão rápido que ninguém conseguia alcançá-lo.

Quando a princesa ouviu isso, resolveu tentar pegar o lobo malvado. Escapou do castelo e se escondeu na floresta. Esperou e esperou, até que finalmente o avistou. O lobo também a viu, mostrou os dentes e saiu correndo. A princesa disparou atrás dele. O lobo ziguezagueava entre as árvores e corria cada vez mais rápido. A princesa juntou todas as forças, até que finalmente o alcançou e o agarrou pelo cangote.

De tanto correr atrás do lobo, ela nem percebeu que o tinha alcançado bem pertinho do castelo. O pessoal da corte a viu pelas janelas e avisou os pais dela. Os dois correram até a janela e, quando viram a filha perseguindo o lobo, começaram a torcer por ela. E, assim que viram que ela tinha pegado o lobo, saíram correndo do castelo, loucos de alegria, e abraçaram a princesa. O lobo foi levado para bem longe, para além de sete montanhas e sete rios, e todas as crianças que ele tinha levado voltaram felizes para casa.

— Você merece um prêmio — disseram os pais.

A princesa ganhou uma taça enorme de sorvete e, desde então, pôde correr e pular o quanto quisesse. E o povo comemorou a vitória da princesa por muitos e muitos dias e semanas.

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