A lagartinha Kiki

Em um jardim repleto de árvores frutíferas e flores coloridas que viviam desabrochando, morava uma pequena lagartinha chamada Kiki. Ela era delicada, com um corpinho verde cheio de pintinhas brancas. Kiki adorava o calor suave do sol e amava, mais do que tudo, subir até o alto de uma flor, onde se deitava sobre uma pétala quentinha.

Era um dia quente de maio, e Kiki repousava tranquila em uma folha. Ela observava os passarinhos voando e cantando lá no alto, enquanto as abelhinhas colhiam o doce néctar das flores ao seu redor.

Histórias para crianças - A lagartinha Kiki
A lagartinha Kiki

“O dia está tão bonito!”, disse Kiki, cantarolando uma música que ouvira dos passarinhos. Mesmo sem cantar tão bem quanto eles, ela gostava de participar do coro.

Mas, de repente, seu descanso foi interrompido por um vento forte. Uma rajada atravessou o jardim, balançou a flor, e Kiki precisou se agarrar com todas as suas perninhas. O Tio Vento, porém, estava muito mais poderoso naquele dia. A flor se curvou demais e… pluft! Kiki perdeu o equilíbrio e caiu direto no gramado.

“Ai…”, sussurrou baixinho. Seu corpinho inteiro doía, apesar da queda ter sido na grama macia. Ela tentou se mover, mas mal conseguia rastejar.

Então, algo ainda mais assustador aconteceu. Entre os caules da grama, surgiu uma sombra enorme. Uma aranha peluda, de oito patas longas e olhos brilhantes, se aproximava devagar da pequena lagartinha!

Kiki estava machucada demais para fugir. Fechou seus olhinhos e torceu para que um milagre acontecesse.

E aconteceu.

Em vez de sentir as patas da aranha, Kiki sentiu algo a erguer do chão. Quando abriu os olhos, percebeu que estava na palma da mão de uma menininha, que sorria com a maior doçura do mundo.

Era Vitória, a menina que morava na casa ao lado do jardim onde Kiki vivia.

“Não tenha medo, pequenina. Eu vou te ajudar”, sussurrou Vitória, passando um dedo suave pelo corpinho verde da lagartinha. Vitória nunca teve medo de insetos. Desde muito pequena, era apaixonada por qualquer criaturinha que encontrava no jardim.

E ela cumpriu sua promessa. Pegou uma tigelinha, colocou um pouco de grama e flores lá dentro e a deixou no parapeito da janela, onde o sol batia quentinho. Ali, Kiki pôde descansar, comer e recuperar as forças.

Vitória cuidou dela todos os dias. Aos pouquinhos, a lagartinha voltou a se mexer, a comer bem e a ficar cada vez mais forte.

Até que, numa manhã especial, Vitória se aproximou da tigelinha… e Kiki não estava mais lá.

“Onde você está, lagartinha?”, perguntou, surpresa.

Foi então que uma linda borboleta verde, com pintinhas brancas e douradas, pousou delicadamente no nariz de Vitória.

Era Kiki!

A pequena lagartinha havia se transformado em uma borboleta encantadora.

Vitória ficou tão feliz que começou a dançar pelo jardim, e Kiki voava ao seu redor, esvoaçando alegremente.

Desde aquele dia, sempre que Vitória ia brincar no jardim, sua amiga borboleta a acompanhava, ora pousada nas flores, ora voando acima dela, colorindo o ar com suas asas brilhantes

4.6/5 - (112 votos)

Navigácia príspevkov

2 Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Topo