Era uma vez um reino muito distante, depois de sete montanhas e sete vales. Lá vivia um rei bondoso com sua única filha, a princesa Catarina. Ela era muito bonita e inteligente. Muitos príncipes queriam se casar com ela, mas Catarina não se encantava com presentes caros. Ela queria encontrar alguém esperto e gentil.
Para testá-los a princesa fazia charadas e se alguém acertasse as respostas poderia se casar com ela. Mas ninguém conseguia responder corretamente. O rei começou a ficar preocupado, pois não queria que sua filha ficasse sozinha.

Porém, tudo mudou certo dia, quando Ivan, o filho do chefe da aldeia vizinha, passou por aquelas terras. No caminho, Ivan encontrou um homem chorando e lhe perguntou o que havia acontecido.
“Eu fui pedir a mão da princesa Catarina em casamento. Ela é uma princesa lindíssima, parece ter saído de um conto de fadas, mas é osso duro de roer. Fez várias perguntas, e eu não soube responder. Disse que se eu não adivinhasse as respostas, não poderia tê-la como esposa”, explicou o homem.
Ivan pensou que também poderia tentar a sorte. Ele partiu para o reino, curvou-se diante do rei e disse: “Sou Ivan, filho do chefe da aldeia vizinha. Eu vim pedir a mão da sua filha em casamento”.
O rei mandou chamar Catarina. Ela era realmente deslumbrante, tinha longos cabelos dourados como o sol, olhos azuis como o céu e bochechas vermelhas como rosas.
O rei disse: “Filha amada, um jovem de uma terra vizinha veio pedir sua mão”.
Ela respondeu: “Isso é muito nobre da sua parte, mas você precisa adivinhar o meu enigma. Se não acertar a charada, não me casarei com você”.
“Pois então vou tentar, alteza. Espero que suas charadas não sejam difíceis demais para mim”, disse Ivan, esperando para ver o que a princesa lhe perguntaria.
“Então me diga, Ivan: o que é que se você alimentar, vive, mas, se der de beber, morre?”, perguntou a princesa.
Ivan não sabia. Por mais que pensasse, nunca tinha ouvido falar de tal criatura. “A verdade, princesa, é que a senhora é muito esperta e eu não estou preparado. Não sei a resposta, mas eu voltarei”, disse ele e, com essas palavras, fez uma reverência e foi embora.
Ele não sabia como poderia adivinhar os enigmas da princesa, mas estava esperançoso de que ela fizesse uma charada mais fácil no próximo dia. E, com esse pensamento, seguiu para uma hospedagem ali perto, para passar a noite.
No caminho, porém, ele encontrou um chapéu verde com um símbolo dourado no meio, e parecia que alguém o tinha perdido. Ivan o levou para a hospedagem, e perguntou sobre o dono, mas ninguém sabia de nada. Então, ele decidiu ficar com o chapéu.
Na manhã seguinte, seguiu novamente para o castelo da princesa. A princesa se surpreendeu ao vê-lo de volta, mas o recebeu bem e inventou outra charada. “Tenho cinco dedos, mas não sou uma mão. O que sou eu?”, perguntou a princesa, esperando que Ivan mais uma vez não soubesse.
Ivan sorriu com ousadia e disse: “É uma luva”.
“Hmm… acertou! E você também encontrou a resposta para a minha charada de ontem?”, perguntou a princesa, curiosa.
“É o fogo”, disse Ivan, embora ele mesmo estivesse admirado em saber a resposta. Será que era por causa daquele chapéu estranho que ele estava usando?
“Pois bem, você acertou! Assim eu aceito me casar com você”, respondeu a princesa.
Ivan ficou radiante. Sentiu-se muito feliz por ter uma belíssima esposa e encantado com a terra que iriam juntos governar. Pouco tempo depois, celebraram um grandioso casamento, repleto de alegria, e viveram felizes por todos os dias de suas vidas.