Certa manhã, um menininho chamado Júnior acordou com o nariz escorrendo e febre. Ele não se sentia bem — sua cabecinha doía e o corpo inteiro estava fraco. Então, ele e a mãe foram bem cedo visitar a médica. Ela receitou os remédios e recomendou:
“Júnior agora precisa ficar deitado na cama, tomar bastante chá e descansar”, disse ela com calma.

Ao chegar em casa, o menininho vestiu o pijama e se deitou. Ele estava fraco e triste por não poder brincar.
“Eu não quero ficar só deitado, quero brincar!”, reclamou para a mãe, que o cobria com o edredom cheio de desenhos de trenzinhos.
A mãe sorriu:
“Júnior, eu te falei que ontem você deveria ter ficado com o moletom quando foi para a escola. Já estava frio. E você tirou, não foi?”
Júnior abaixou os olhos. Mamãe tinha razão. E ela sempre percebia tudo. Lá fora, o sol brilhava, mas soprava um vento gelado, e ele achou que não ia sentir frio. Mas o solzinho de outono pode enganar mesmo.
Agora Júnior sentia que estava resfriado e que deveria ter ouvido sua mãe. Na cama, ficou ainda mais triste.
“Se você ficar deitado e descansar, seu corpo vai lutar contra as bactérias ruins. Imagine pequenos soldadinhos: é a sua imunidade. E eles estão agora mesmo enfrentando monstrinhos, as bactérias. Se você estivesse correndo ou brincando, eles não conseguiriam lutar direito”, explicou a mãe.
O menininho não entendeu isso de imediato. Quando a mãe foi cozinhar, ele escapou da cama em silêncio e começou a brincar com seus carrinhos. Mas logo percebeu que não estava bem e, depois de um tempinho, ficou enjoado.
Então ele começou a entender que sua mãe provavelmente estava certa. Talvez tivesse atrapalhado a batalha dos soldadinhos da imunidade contra as terríveis bactérias-monstro. E então, voltou para a cama e deixou seu corpinho lutar direitinho para ficar saudável mais rápido.
No dia seguinte, o menininho já se sentia um pouco melhor. A mãe dele realmente tinha razão: quando ele descansava, seus soldadinhos da imunidade lutavam bravamente contra os monstrinhos da doença. Ele sabia que, se continuasse quietinho, logo estaria bom e poderia voltar a brincar.
“Da próxima vez, vou colocar o moletom e ouvir a mamãe”, disse Júnior, tomando um gole do chá quentinho naquela manhã.
A mãe sorriu, feliz por ver que o filhinho tinha entendido. Júnior compreendeu que devemos ouvir os conselhos das nossas mães — e que, quando estamos doentes, precisamos descansar para ficarmos bons o mais rápido possível.