Fantasmas com dentes – Dia de Finados

Enquanto no Dia das Bruxas os fantasmas aproveitam para se mover livremente entre as pessoas, no Dia de Finados nenhum fantasma decente assombra ninguém. Por quê? Porque neste dia, os cemitérios, que normalmente são lugares assustadores, estão cheios de pessoas. 

Na Casa dos Fantasmas, no Dia de Finados, as pessoas vão pedir doces. Mas não é como no Dia das Bruxas, é algo mais tranquilo. Os fantasmas assam doces, como as pessoas faziam antigamente, e os dão para visitantes, pedintes e viajantes.

Histórias curtas para crianças - Fantasmas com dentes – Dia de Finados
Fantasmas com dentes – Dia de Finados

E, à noite, participam de um desfile de lanternas. Isso acontece há muito tempo. Até a mamãe se lembra de que, quando era pequena, assava “almas” e pães ”de todos os santos” com a vovó. A vovó até colocava moscas nos pães, e isso era uma verdadeira iguaria para os fantasmas. 

Ela decidiu imediatamente que também assaria esses pães para seus filhos. Preparou a massa, adicionou moscas secas e começou a fazer almas enroladas e anéis que simbolizam o ciclo da vida. 

E o papai também se lembra de sua infância na celebração do Dia de Finados. Principalmente do desfile de lanternas, para o qual até os bombeiros vieram. Naquela época, o papai queria ter a maior luz de todas as crianças. No final, acabou que sua lanterna inteira queimou junto com a vara e ele ainda levou uma bronca por brincar com fogo. Por isso, ele decidiu fazer uma lanterna para seus próprios filhos com uma lâmpada e baterias, para que o tio Vladimir não precisasse desperdiçar água do seu lago para apagar um possível incêndio.

Dentilda estava ansiosa para distribuir os doces assados para as avós e tias e ouvir suas lembranças sobre os fantasmas que já morreram. Afinal, é disso que se trata o Dia de Finados: lembrar dos parentes falecidos. Como o bisavô vampiro Alfonso de Vladimirov, que viveu incríveis 156 anos. Poderia ter vivido ainda mais, se não tivesse ido se bronzear ao sol acreditando que óculos de sol seriam suficientes.

O único que não estava satisfeito era Bubizinho. Ele queria assustar as pessoas no cemitério a todo custo. Então, secretamente, escapuliu de casa à noite e foi tentar assustar. Como isso terminou?

O vizinho que viu Bubizinho afirma que ele pulou de trás da árvore em uma vovó. Ela não se assustou e bateu nele várias vezes com uma flor artificial por perturbar os mortos. O que foi duplamente embaraçoso, já que no túmulo devem ser colocadas apenas flores vivas para lembrar a transitoriedade da vida. 

O papai diz que Bubizinho não assustou a vovó, e sim o vovô. E que Bubizinho não levou uma flor, mas que o vovô o molhou com um regador, pois Bubizinho chegou naquela noite todo molhado.

E Michel Vladimir, colega de classe e amigo de Bubizinho, diz que Bubizinho não assustou ninguém, mas que, na verdade, Bubizinho foi assustado por algum fantasma que guarda o cemitério local. Bubizinho se assustou, caiu em uma poça, começou a correr, e então tropeçou e rolou numas folhas. 

Seja como for, Bubizinho agora vai pensar duas vezes antes de assustar as pessoas no Dia de Finados. Talvez ele prefira ajudar a mamãe a assar doces.

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