Juquinha e a vila mágica

Era uma vez um pequeno vilarejo, aos pés de uma floresta densa. Ali morava um menininho muito especial chamado Juquinha. Ele passava grande parte do tempo livre na floresta, que era quase como uma segunda casa. Lá, tinha muitos amigos entre os bichinhos, que ele adorava alimentar e cuidar com carinho.

Um dia, porém, Juquinha ficou na floresta um pouco mais do que de costume. Quando começou a escurecer, acabou pegando o caminho errado e se perdeu. Mesmo assim, não ficou preocupado. Pensou que dormir ao ar livre poderia ser uma aventura divertida e que, bem cedinho, voltaria para casa, junto de seus pais.

Contos curtos para crianças - Juquinha e a vila mágica
Juquinha e a vila mágica

Juquinha começou a pensar em onde poderia passar a noite. Era uma noite de verão, então não precisava se preocupar com o frio. No fim, resolveu subir no galho grosso de um carvalho bem alto e ali se deitou para dormir. Enquanto estava sentado no galho, observando o céu cheio de estrelas, de repente viu uma luz brilhando bem no meio do pasto.

Ele nunca tinha visto ninguém nem nada naquele lugar. Será que alguém morava ali? Juquinha não estava com muita vontade de passear, mas a curiosidade falou mais alto, e ele seguiu até o ponto onde tinha visto a luz.

O que encontrou parecia coisa de sonho. Era uma vilinha com casinhas de madeira coloridas, cheia de gente usando chapéus de todas as cores. Um deles vestia roupas verdes e usava uma grande cartola da mesma cor.

“Desculpe, mas quem é você? E como vim parar aqui? Nunca vi nada assim por estas bandas”, disse Juquinha, espantado.

O duende se assustou um pouco ao ver Juquinha ali, mas logo respondeu: 

“Somos duendes. Nossa vila fica invisível durante o dia. Sabemos fazer mágicas, criamos coisas e ajudamos a floresta e a natureza. Mas existe algo muito especial aqui, que as pessoas poderiam usar de maneira errada: é o poço dos desejos.”

Juquinha olhou em volta, admirado. 

“Parece até que estou sonhando”, disse ele.

O duende sorriu. 

“É verdade. Aquele ali é meu amigo Nuvinha, que controla o tempo”, explicou, apontando para um duende de chapéu azul que, naquele momento, criava estrelas no céu. “E aquele outro é o Bigodinho. Ele cuida dos animais”, completou, mostrando um duende de roupa vermelha e longos bigodes, que consertava a asa quebrada de uma borboleta.

“Mas as pessoas nunca podem nos encontrar”, continuou o duende. “Por isso, preciso que você me prometa que nunca contará sobre este vilarejo para ninguém. Em agradecimento, você pode fazer um pedido ali, naquele poço mágico.”

Juquinha prometeu. Aproximou-se do poço e fez seu pedido em voz baixa: 

“Desejo que apareça um cavalinho voador para me levar para casa.”

E foi exatamente isso que aconteceu. Juquinha agradeceu ao duende, subiu em um cavalo branco com asas e voou pelo céu da noite. Achou tudo aquilo uma grande loucura, mas estava adorando. Voar entre as nuvens era mágico, e ele nunca tinha visto a lua tão de pertinho.

Quando o cavalinho o deixou na porta de casa, desapareceu de repente. Juquinha guardou aquela lembrança para sempre no coração e ficou torcendo para, um dia, poder visitar a vila mágica outra vez.

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