Hoje foi um dia especial. Apesar de as férias estarem quase terminando e a pequena Teresa esperando pelo primeiro ano na escola, ela não estava nem um pouco triste. Afinal, hoje a menininha ruiva comemorava seu sexto aniversário.
Com sua mãe, enfeitou a casinha e o jardim com balões cor-de-rosa e fitas de todas as cores. Tudo parecia ter saído de um conto de fadas. A mãe dela até assou pequenos bolinhos e um grande bolo de aniversário com um unicórnio no topo.

Os convidados foram chegando aos poucos e logo o jardim ficou cheio de pessoas. Chegaram a tia com o priminho Marcos, depois vieram também a vovó e o vovô. Todos ficaram felizes quando a aniversariante entrou no quintal com um lindo vestido rosa.
Enquanto Teresa estava parada, observando sua mãe e seu pai prepararem os lanches e os avós brincarem com o pequeno Marcos, ela sentia que algo estava faltando. Suas melhores amigas da creche, Janaína e Lucinha, ainda não tinham chegado.
“É hora de apagar a velinha!”, exclamou a mãe, após os parabéns.
Todos se reuniram ao redor do lindo bolo, que brilhava com cobertura rosa e tinha um unicórnio cintilando no topo. Mas Teresa balançou a cabeça.
“Não sem a Lucinha e a Janaína”, sussurrou tristemente, batendo o pezinho.
Sem suas amigas, não seria a mesma coisa. O avô tentou animá-la:
“Está tudo bem, meu coração. Vamos abrir alguns presentes lindos!”, disse carinhosamente, apontando para a pilha de presentes que Teresa tinha ganhado dos convidados.
Mas a pequena Teresa ficou quieta. Ela não queria presentes nem bolo, queria suas amiguinhas da creche. Sentou-se tristemente à mesa e ficou olhando para a porta do jardim. Nem as músicas alegres, nem o riso do avô, nem as invenções engraçadas de balão do pai conseguiram fazê-la sorrir.
De repente, a porta se abriu. E lá estava o maior unicórnio do mundo! E de trás dele veio um grito animado:
“Feliz aniversário!”
Eram Lucinha e Janaína! As amigas correram até ela trazendo nas mãos um enorme unicórnio de pelúcia, o maior que Teresa já tinha visto.
A mãe delas sorriu:
“O unicórnio não coube no carro, então tivemos que vir a pé. Desculpem pelo atraso”, explicou com um sorriso.
Os olhos de Teresa brilharam e a festa finalmente pôde começar de verdade! Teresa apagou as velinhas do bolo e depois o saboreou com sua família e amigas. Ela correu com o pai e o avô, brincou com a Lucinha e a Janaína, e abraçou seu novo unicórnio de pelúcia.
O que importava para ela não eram os presentes, mas sim estar, nesse dia especial, cercada das pessoas que mais amava. O jardim se enchia de risadas infantis e era o aniversário mais bonito que ela poderia desejar.