Era uma vez uma floresta linda, cheia de animaizinhos curiosos. Lá viviam coelhinhos, ursinhos, cervinhos, até mesmo veados fortes e lobos assustadores. Também morava lá o pequeno cervo Bambi. Ele era muito curioso e, junto com seu amigo coelho branco Timóteo, adorava explorar a floresta, saborear frutas deliciosas e colher flores coloridas no prado lá perto.
Um dia, Bambi acordou, deu um bom dia para sua mamãe e saiu para passear pela floresta. O solzinho já se espremia entre as árvores densas.

“Não vá com o Timóteo até a grande rocha cinzenta, lá vivem lobos assustadores!”, gritava sua mãe quando Bambi estava saindo. Ah, mas isso Bambi já sabia; sua mãe sempre lhe lembrava, todos os dias, que não podia ir até a grande rocha com Timóteo.
Enquanto caminhava pela floresta e Timóteo saltitava alegremente ao seu lado, de repente, ouviram um lamento estranho.
“Que barulho é esse?”, perguntou Bambi, surpreso, ao seu amigo.
O coelhinho ficou atento e suas orelhinhas se ergueram de repente para ouvir melhor aquele som misterioso. Mas o barulho não cessava. Alguém gritava e choramingava por socorro.
O cervo e o coelhinho percorriam a floresta e examinaram o arbusto de framboesa e até o montinho de folhas secas, mas lá não havia ninguém. Nem mesmo no alto do grande carvalho alguém estava escondido.
Até que encontraram algo preso no meio do matagal denso.
“Oi, você precisa de ajuda?”, perguntou o coelhinho, curioso.
Dos arbustos, veio uma voz triste e chorosa:
“Sim, por favor”.
Então Timóteo e Bambi afastaram os galhos e avistaram, entre eles, um pequeno filhote de lobo preso. Os dois ficaram assustados. Os lobos costumam caçá-los e são perigosos.
“Por favor, não tenham medo de mim”, respondeu o pequeno lobo com uma voz tímida. Ele ainda era pequeno demais para lhes fazer mal.
Bambi e Timóteo hesitaram por um instante, mas, por fim, decidiram ajudar o pequeno lobo e o libertaram do mato.
“Obrigado!”, disse o pequeno lobo, emocionado e um pouco arranhado.
Ele estava diante deles, tremendo de medo. Até sua patinha doía, e mal conseguia se apoiar nela. Se não fosse por Bambi e Timóteo, ele teria ficado preso ali por muito mais tempo.
“Eu sou o Silvio. Você pode, por favor, me ajudar a voltar para casa, lá nas pedras? Minha patinha está doendo”, disse ele, com esperança na voz.
Bambi hesitou. Sua mãe sempre dizia que nas pedras viviam lobos, e que eles não podiam ir até lá. Mas o novo amigo, o lobinho Silvio, não conseguia ir sozinho. Então, Bambi e Timóteo decidiram ajudá-lo.
Juntos, atravessaram a floresta, e o lobinho se apoiava em Bambi, que o acompanhava, andando devagar ao seu lado. Timóteo saltitava alegremente ao redor deles e contava piadas para animar um pouco o lobinho ferido. No caminho, Bambi percebeu que nem todos os lobos eram tão assustadores quanto imaginava.
Quando chegaram às grandes pedras cinzentas, um enorme lobo apareceu diante deles. Era o pai do Silvio.
“Silvio! Meu filho!”, exclamou, emocionado, e correu até o pequeno lobo. Silvio rapidamente contou o que tinha acontecido, para que seus novos amigos não fossem machucados.
“Bambi e Timóteo me salvaram, papai. Sem eles, eu não teria conseguido voltar para casa”, disse Silvio a todos os lobos, que saíram curiosos das pedras e olharam para o cervinho e o coelhinho.
O grande lobo olhou para Bambi e para Timóteo e assentiu com seriedade.
“Agradecemos por tê-lo salvo”, respondeu o lobo, curvando-se diante deles. Aquilo foi realmente uma grande honra!
Desde então, Bambi não teve mais medo dos lobos, nem seu amigo Timóteo. Silvio tornou-se seu fiel amigo e a paz reinou na floresta.
Até mesmo a mãe cerva recebeu Silvio com carinho, e juntos se tornaram amigos inseparáveis, sempre inventando travessuras na floresta.
O lobo, o cervinho e o coelhinho se tornaram um trio inseparável!