A gata perdida

Em um lindo dia de primavera, Tomás saiu com os pais para um parque ali perto. Era um dia perfeito para passear, brincar nos brinquedos ou observar o pequeno lago, cheio de peixinhos e patinhos.

Enquanto Tomás brincava no parquinho, ouviu alguma coisa. Era um som que lembrava um lamento. O menininho olhou ao redor, mas ninguém parecia prestar atenção naquele som.

Contos curtos para crianças - A gata perdida
A gata perdida

O que será isso?”, pensou.

Escorregou pelo escorregador vermelho e seguiu o som. A cada passo, o som ficava cada vez mais perto. Tomás atravessou o parquinho até parar debaixo de uma grande árvore. Ali, o som ficou mais forte. Era um miado.

O menininho olhou para cima e viu uma pequena gatinha cinza, assustada, presa em um galho. De repente, a mamãe correu até ele.

“Tomás, para onde você foi? Você sabe que não pode passear sozinho pelo parque!”, disse a mamãe, zangada.

Tomás tinha seguido o som tão depressa que até esqueceu de avisar aos pais, e isso não se faz.

“Desculpa, mamãe… É que eu ouvi um pedido de ajuda e encontrei essa gatinha”, explicou o menino, apontando para o alto. De lá, dois olhinhos verdes e assustados os espiavam.

A mamãe explicou ao filho que, da próxima vez que ele quisesse ir a algum lugar, deveria contar a ela, que o acompanharia com prazer. O menininho assentiu obediente, e juntos começaram a missão de resgate. A mamãe tentou atrair a gatinha para mais perto, mas não conseguiu alcançá-la.

“Vamos chamar o papai!”, exclamou Tomás.

Papai estava sentado em um banco do parque lendo um livro. Tomás até começou a correr, mas lembrou das palavras da mamãe. Ele não podia andar sozinho por aí. Então, voltou direitinho, pegou na mão dela e, juntos, correram até o papai.

“Papai! Papai! Tem uma gatinha na árvore!”, disse Tomás, puxando a mão dele.

O pai se levantou depressa e seguiu a família até a árvore. Subiu ágil, pegou a gatinha e a entregou para a mãe. Depois, desceu com cuidado.

“A gente pode ficar com ela? Por favor! Eu que encontrei!”, pediu Tomás, olhando para a gatinha assustada no colo da mamãe.

Mas a mamãe percebeu que a pequena gatinha cinza usava uma coleira com nome e endereço. Ela se chamava Dida.

“Sabe, Tomás, nem tudo o que encontramos é nosso. E essa gatinha tem um lar… só deve ter se perdido”, explicou a mamãe, apontando para a coleira.

Tomás ficou triste, mas também feliz por ter ouvido o pedido de ajuda e salvado a gatinha com a ajuda dos pais.

Assim, eles foram até o endereço que estava na coleira. Quem abriu a porta foi uma menininha alegre chamada Amália, com a mamãe dela logo atrás. E você não vai acreditar: Amália era justamente a nova colega de classe de Tomás! Eles tinham se mudado havia pouco tempo.

“Oi! Procuramos você por toda parte!”, disse Amália ao ver sua gatinha.

A mãe de Tomás entregou Dida para a dona, e Amália agradeceu com carinho. Depois, abraçou Tomás com gratidão.

A mamãe de Amália percebeu que Tomás estava um pouco triste.

“E se você viesse brincar com a Amália e a gatinha Dida de vez em quando? Assim ela teria companhia!”, sugeriu.

Os olhos de Tomás brilharam. Ele sabia que Amália era nova ali e ainda não tinha amigos.

E assim foi. Tomás e Amália passaram a brincar juntos na escola, no parque e no quintal, sempre acompanhados pela pequena Dida. Tomás não só fez uma nova amiga, como também aprendeu algo importante: nem tudo o que encontramos é nosso. E também entendeu que sempre que quiser ir a algum lugar, precisa avisar os pais.

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