A rã Saltitante e o pântano

Num pântano cercado por florestas e juncos, vivia uma rã verde chamada Saltitante. Ela era curiosa, esperta e tinha patas traseiras fortes que a faziam saltar muito alto, às vezes tocando as folhas das árvores. Saltitante amava aquele pântano. Conhecia cada planta, cada canto de pássaro e cada peixe que surgia na água. Mas ultimamente, algo a preocupava: o pântano já não era mais como antes.

Na superfície flutuavam garrafas plásticas, e sacolas e canudos se enroscavam nas plantas aquáticas. Até um pneu velho apareceu perto da margem. O coaxar dos sapos ficou silencioso, entristecendo a todos.

Contos para crianças - A rã Saltitante e o pântano
A rã Saltitante e o pântano

Uma noite, Saltitante teve um sonho. Um lírio azul surgiu diante dela, brilhando como o céu, e disse: 

“Se me encontrar, ajudarei vocês a limpar o pântano.”

Pela manhã, decidiu partir numa jornada pelo pântano, embora nunca tivesse ido tão longe. O primeiro obstáculo era um canal largo e poluído. A água estava escura, e apenas mosquitos voavam sobre ela. Foi então que encontrou a pata Darina, com seus patinhos.

“Para onde vai sozinha, amiga rã?”, perguntou Darina.

Saltitante explicou tudo. E Darina acenou dizendo: 

“Venha, nós vamos ajudá-la a atravessar esta água suja. Mas cuidado: as pessoas jogam lixo da ponte.”

Depois de atravessar, Saltitante continuou. Logo encontrou o caminho bloqueado por uma rede e um monte de lixo. Do fundo da água, surgiram a carpa Igor e o esturjão Mike.

“Está procurando o lírio azul?”, perguntaram Igor e Mike, com suas escamas brilhando.

“Vamos ajudá-la. Nós também nos incomodamos com o que os humanos fazem.”

Juntos, despedaçaram a rede e abriram passagem. Saltitante avançou pelo canavial até um recanto silencioso, onde florescia a flor azul — radiante e pura, exatamente como em seu sonho.

Saltitante se aproximou e disse: 

“Desejo que o pântano volte a ser limpo, para que as pessoas entendam que a natureza precisa de respeito.”

A flor brilhou intensamente. Fagulhas azuis se espalharam pelo pântano, transformando o lixo em flores e a água em lagos cristalinos. Até mesmo as garrafas se tornaram nenúfares — aquelas plantinhas com folhas redondas que flutuam na água e, às vezes, têm flores coloridas.

A partir daquele dia, uma placa apareceu perto do pântano: 

“Este lugar é um lar. Não o destruam.”

O povo começou a prestar atenção. Surgiram lixeiras, placas e, em certo dia, crianças vieram recolher o lixo. Saltitante estava feliz. Não apenas encontrou o lírio azul, mas ajudou o pântano a respirar novamente.

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