Era um dia de verão durante as férias, e Miguel estava entediado em casa. Não que ele não quisesse sair para brincar com os amigos ou andar de bicicleta, mas, hoje, chovia muito lá fora. Assim, ficou sentado na cozinha, onde a mãe preparava o almoço, olhando pela janela as gotas que caíam na poça do pátio.
A mãe olhou para ele e disse:
“Miguel, vai brincar ou procurar algo para fazer. Você não vai ficar o dia todo parado na janela. Pode desenhar ou brincar com seus carrinhos.”

Miguel, sem muita vontade, afastou-se da janela e começou a caminhar pela casa. Não estava com ânimo para desenhar; já havia brincado com os carrinhos, o jogo de montar e até com as pipas. Não sabia o que queria fazer, até que seu pai o percebeu.
“Miguel, por que está tão triste?”, perguntou.
Miguel deu de ombros e falou:
“Está chovendo lá fora e estou entediado.”
O pai então teve uma ideia:
“Vamos nos divertir juntos. Que tal fazermos algo na oficina? Tenho certeza de que você vai gostar.”
“Vamos fazer um balanço! Sempre quis ter um balanço na frente de casa!”, exclamou Miguel, animado.
O pai sorriu e o levou até a oficina. Procuraram as tábuas e começaram a cortar e prender umas nas outras com parafusos.
“De que cor você quer o balanço?”, perguntou o pai.
“Verde!”, respondeu Miguel, alegre.
O pai pegou o pincel e a tinta verde, e Miguel se divertiu ainda mais, mesmo se sujando todo.
“Agora precisamos de uma corrente!”, disse o pai.
Procuraram pela oficina até encontrar, na gaveta de baixo da mesa, uma corrente antiga, mas em bom estado.
“Olhe, parou de chover!”, exclamou Miguel, apontando pela janela.
Ele saiu correndo com a corrente na mão. O pai veio logo atrás com o balanço e o pendurou no galho da macieira que crescia diante de casa.
“Está perfeito!”, alegrou-se Miguel, já começando a se balançar.
Junto com o pai, se divertiu até o anoitecer. Miguel percebeu que até a chuva daquele dia teve sua vantagem: finalmente tinha seu maravilhoso balanço.