A princesa e o sapo

Era uma vez uma princesa chamada Ana. Todos admiravam sua beleza, mas ela nunca conseguia escolher um príncipe que a encantasse. Todos os príncipes eram vaidosos e só lhe mostravam riqueza ou aparência.

Mas ela queria alguém que a amasse pelo que ela era, que a escutasse, e não apenas a cobrisse de ouro. No entanto, ela não imaginava que isso aconteceria antes do que pensava e, ainda por cima, com um toque de magia.

Histórias curtas para crianças - A princesa e o sapo
A princesa e o sapo

Enquanto Ana passeava por seu jardim, saltitava alegremente e cantarolava. Seus cabelos loiros dançavam ao vento e o vestido amarelo se movia como pétalas de girassol. 

De repente, ela ouviu um canto. Mas não era um canto qualquer, era o coro dos sapos do lago do rei. A princesa sentou-se no banco e observou os sapos cantando lindamente para ela. No entanto, percebeu que um pequeno sapo de olhos dourados estava sentado silenciosamente sobre uma pedra.

“Oi, amigo, por que você não está cantando?”, perguntou ela. 

O sapo apenas coaxou baixinho. A princesa Ana sorriu para ele e o acariciou com afeto. Ela não sentia medo.

“Também tenho dias em que não estou tão bem, mas talvez juntos possamos superar. Que tal se eu cantar com você?”, disse a princesa, que, em seguida, começou a cantar. 

Para sua surpresa, o sapo abriu a boca e, quando ela terminou, respondeu: 

“Eu não sei cantar.”

“Você fala?”, perguntou a princesa, espantada. Afinal, os animais não falam.

“Sim, porque eu já fui humano, mas uma maldição me transformou em sapo. Uma feiticeira má me transformou há muito tempo”, respondeu o sapo, tristemente. 

A princesa ficou pensativa. Como poderia ajudá-lo a voltar a ser humano?

“Como posso te ajudar?”, perguntou a princesa. 

Ela era bondosa e sempre queria ajudar a todos. Mas sabia que não seria tão simples.

“A maldição não pode ser quebrada”, respondeu o sapo verde, entristecido.

“Vou pensar em alguma coisa”, disse Ana, saindo correndo para a biblioteca real.

A jovem princesa passou dias mergulhada nos livros, tentando descobrir como ajudar o sapo. Todos os dias, depois de estudar, ia até ele e contava sobre seu dia no castelo. Tornaram-se grandes amigos. Ela se entendia mais com o sapo do que com os príncipes que a cortejavam. O sapo sempre a ouvia e não era convencido como eles.

“Não achei nada nos meus livros”, disse a princesa tristemente, numa manhã bem cedo. 

Nesse instante, o sapo teve uma ideia.

“Posso tentar uma coisa?”, perguntou ele com voz suave.

A princesa assentiu.

“Tive uma ideia, mas você precisa manter os olhos fechados, por favor”, pediu o sapo. 

Ana confiou nele e fechou os olhos. De repente, o sapo pulou e beijou a princesa. Será que aconteceu um milagre? Um raio iluminou o céu, e a princesa estava prestes a abrir os olhos.

“Continue de olhos fechados!”, gritou o sapo logo após o beijo. 

Mas a princesa Ana não obedeceu. Ela abriu os olhos e, de repente, não havia mais um sapo diante dela, nem mesmo um garoto comum. Diante dela estava um jovem príncipe, belo e elegante. A princesa o contemplou surpresa, sem acreditar no que via.

“É você, sapo?”, sussurrou Ana, admirada.

O jovem príncipe sorriu e respondeu:

“Sim, sou eu. O beijo desfez a maldição. Não por magia, mas porque você me aceitou do jeito que eu era. Sem ouro, sem coroa… apenas como um sapo, com quem você compartilhava seu tempo.”

A Princesa Ana sorriu, mas dessa vez de um jeito diferente. Pela primeira vez, seu coração não precisava escolher entre riqueza e brilho. Ela sabia que havia encontrado alguém especial, pois o reconheceu quando ele ainda era um simples sapo.

Desde aquele dia, Ana nunca mais passeou sozinha pelos jardins do reino. Ao seu lado caminhava o príncipe, que a amava por sua bondade, e ela o amava por seu bom coração, não por ouro ou beleza. Descobriu que milagres são reais, basta acreditar. Afinal, o amor a encontrou justamente quando ninguém esperava.

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