A missão secreta das bonecas

Durante o dia, o quarto da pequena Adélia parecia um quarto como qualquer outro. Perto da parede ficava sua cama. Ao lado, sobre a mesinha de cabeceira, havia uma luminária que mudava de cor.

No centro do quarto, um tapete macio deixava tudo mais aconchegante. Do outro lado, uma estante cheia de livros e bonecas guardava cada brinquedo exatamente onde Adélia os havia deixado.

Rozprávka pre deti - A missão secreta das bonecas
A missão secreta das bonecas

Mas, quando a noite chegava, a luz se apagava e Adélia adormecia, algo mágico acontecia… As bonecas despertavam. Mas elas não acordavam apenas para brincar. Tinham uma missão muito importante: manter o quarto das crianças seguro e tranquilo a noite inteira, para que Adélia dormisse bem e, de manhã, tivesse energia para brincar com elas de novo. 

A primeira a despertar era sempre a boneca dos cavalos. Ela usava calças de montaria marrons, botas altas e uma longa trança que quase sempre acabava despenteada. Como passava o dia perto da janela, conhecia tudo o que acontecia do lado de fora. 

Logo depois acordava a boneca cabeleireira, com seus cabelos curtinhos e cheios de mechas coloridas. Ela era especialista em fazer penteados e desfazer qualquer nó.

Em seguida vinha a boneca mergulhadora, usando sua roupa azul, e depois a boneca estudante, que carregava uma mochila com um caderno, um lápis e várias coisinhas que Adélia adorava.

Por último, despertava a boneca mais antiga da coleção. Seu nariz tinha alguns arranhões do tempo, mas ninguém conhecia aquele quarto melhor do que ela.

As bonecas conversavam bem baixinho enquanto faziam sua patrulha. Conferiam se a luminária não estava clara demais, se os bichinhos de pelúcia estavam confortavelmente acomodados e se havia silêncio debaixo da cama.

Foi durante uma dessas inspeções que ouviram um ruído baixinho de arranhões. Todas ficaram em silêncio. De repente, uma pequena sombra passou rapidamente pelo chão. Era um ratinho.

Ele parou, respirou fundo e olhou ao redor com cuidado. As bonecas ficaram imóveis, pois sabiam que não podiam fazer barulho. O ratinho se moveu devagar em direção à cama de Adélia, como se estivesse procurando um lugar onde pudesse se esconder. Isso as bonecas não podiam permitir. 

A boneca dos cavalos deu um passo à frente e ficou bem na frente dele. A cabeleireira deixou cair um elástico da prateleira, que embora tenha pousado no chão bem baixinho, fez barulho suficiente para deixar o camundongo desconfiado. A mergulhadora bateu o pé de leve, enquanto a boneca mais antiga se posicionou perto da parede, fechando outro caminho. 

O ratinho olhou para um lado. Depois para o outro. Mas, para onde tentava ir, sempre encontrava uma boneca bloqueando a passagem. Depois de alguns instantes, decidiu que aquele quarto não era um bom lugar para ficar. Virou-se rapidamente, correu de volta para a fresta por onde havia entrado e desapareceu.

No quarto, voltou a ficar tudo em silêncio. As bonecas permaneceram paradas por mais um instante, escutando atentamente. Quando tiveram certeza de que tudo estava seguro, voltaram aos seus lugares. 

A boneca estudante sentou-se perto dos livros. A mergulhadora voltou para sua caixa. A cabeleireira ajeitou os cabelos, e a boneca mais velha lançou um último olhar para a cama. Adélia dormia profundamente. E o quarto inteiro também. A missão daquela noite tinha sido cumprida mais uma vez.

Quando o sol nasceu, tudo parecia completamente normal. Mas talvez… se alguém prestasse bastante atenção… percebesse que algumas bonecas estavam em posições um pouquinho diferentes das do dia anterior.

Avalie isso post

Navigácia príspevkov

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Topo