O fazendeiro Pedro e seu rebanho de vaquinhas

Na beira de um vilarejo, havia um pasto bem amplo, onde vivia um rebanho de vaquinhas. Todos os dias, o fazendeiro Pedro ia até elas e lhes levava comida e água fresquinha.

As vaquinhas o recebiam com alegria, levantando a cabeça e balançando o rabo devagar. Algumas, mais animadas, iam cumprimentá-lo. Outras continuavam pastando ou ficavam deitadinhas. 

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O fazendeiro Pedro e seu rebanho de vaquinhas

Mas todas sempre ficavam ansiosas para ver o que ele traria. Além de um punhado de capim fresco, também ganhavam uma coçadinha atrás das orelhas, e elas adoravam isso. Em troca, lambiam o rosto do fazendeiro com suas línguas ásperas, como se quisessem mostrar o quanto eram agradecidas.

O rebanho já tinha sua rotina tranquila. De manhã, passeava devagar pelo pasto; ao meio-dia, procurava sombra; e, ao entardecer, se reunia novamente perto da cerca.

Certo dia, bem cedinho, a grama ainda estava coberta de orvalho. Mas aquela manhã seria diferente das outras. Assim que chegou ao pasto, o fazendeiro percebeu que havia algo estranho. Lá no alto do morro, sua vaquinha Berta estava deitada de um jeito tão esparramado e tão diferente do normal que o coração dele apertou de preocupação. Parecia que ela não se mexia de jeito nenhum. 

Pedro não perdeu um segundo. Abriu a porteira e correu na direção de Berta. “Vamos, Berta… O que você está aprontando aí?”, murmurou para si mesmo enquanto subia o morro. 

Quanto mais se aproximava, sem ver nenhum movimento, mais preocupado ficava. Ele amava seus animaizinhos mais do que tudo no mundo, cada um deles, sem exceção. E torcia muito para que Berta estivesse bem. 

Enquanto isso, a maior parte do rebanho continuou pastando. Apenas algumas vaquinhas mais curiosas levantaram a cabeça e esticaram o pescoço para observar. Elas não entendiam por que o fazendeiro corria com tanta pressa, mas percebiam que ele estava assustado.

Quando finalmente chegou até Berta, Pedro parou de repente. A vaquinha abriu um olho, respirou preguiçosamente e tornou a fechá-lo. Ela não tinha absolutamente nada. Apenas tinha escolhido uma posição diferente para tirar uma soneca e aproveitava os raios de sol da manhã. 

“Você podia aprender a descansar como uma vaca normal”, suspirou Pedro, sentando-se ao lado dela. A vaquinha sacudiu a cabeça, bufou e apoiou o focinho no joelho dele. 

Enquanto isso, as outras vacas chegaram mais perto. Observavam tudo de uma distância segura, curiosas para descobrir o que estava acontecendo. Uma novilha mais jovem até se deitou na grama perto deles. Logo perceberam que Pedro já estava mais tranquilo e, aos poucos, voltaram a pastar.

Pedro sorriu e observou Berta mastigando, satisfeita, um talo de capim. O sol já havia subido mais alto, e uma brisa suave balançava a grama do morro. Berta finalmente se levantou, esticou as pernas e parecia completamente saudável. 

Pedro também se levantou e deu tapinhas carinhosos no lado dela. “Venha, sua preguiçosa. O resto do rebanho está esperando por nós”. 

Os dois desceram juntos o morro. Pedro repôs a comida e a água das vaquinhas e passou um tempinho fazendo carinho em cada uma delas. Ao ir embora, torceu para que, da próxima vez, Berta escolhesse uma posição um pouco mais sensata para tirar sua soneca. Assim, a manhã seria bem menos dramática para todos.

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