O presente do esquilo

Era outono. O sol já não esquentava tanto. Uma brisa suave ajudava as folhas coloridas a cair no chão, e uma menininha brincava no meio delas. Ela se chamava Amália. Juntava folhas coloridas, entrelaçava umas nas outras e fazia com elas uma longa cobrinha de outono.

“Olha, mamãe, como ficou comprido o meu dragão de folhas!”, gritou Amália, toda animada.

Rozprávka na čítanie - O presente do esquilo
O presente do esquilo

Ela saiu correndo. E, enquanto corria, a longa corrente de folhas esvoaçava atrás dela.

“Que lindo, ficou maravilhoso!”, elogiou a mamãe, olhando para aquela beleza de outono.

De repente, Amália parou. No chão, bem diante dela, havia uma noz. Na mesma hora, esqueceu a cobra de folhas, apanhou a noz e correu até a mamãe.

“Mamãe, mamãe, olha o que eu achei!”

“Ah, é? E você sabe o que é isso?”, perguntou a mamãe.

“Claro! Isso é uma noz. Posso quebrá-la para ver se tem um miolinho dentro?”

“Claro que pode.”

Amália colocou a noz em cima de uma pedra. Olhou ao redor, procurando alguma coisa para quebrá-la. Mas não havia nenhuma outra pedrinha por ali. Então foi um pouquinho mais longe procurar algo com a qual pudesse abrir a noz. O que será que se escondia lá dentro? Vai ver que era uma daquelas nozes mágicas das histórias. Quem sabe não havia um tesouro lá dentro.

No fim, Amália decidiu que o que mais a deixaria feliz seria uma boa noz bem gostosa para comer.

Quando encontrou uma pedra com que conseguiria quebrar a casca dura, correu de volta para a noz. Mas o que aconteceu? A noz não estava mais lá!

“Mamãe, onde está a minha noz?”

“Não sei”, respondeu a mamãe, balançando a cabeça. “Será que ela não rolou da pedra para a grama?”

Amália procurou na grama, mas a noz não estava lá.

“Alguém deve ter pegado ela de mim”, disse depois. “Mas quem, se não tem mais ninguém aqui?”

Amália pensou um pouquinho, mas, como não conseguiu ter nenhuma ideia, resolveu procurar outra noz.

Ela correu um pouco pelo jardim, onde, bem no cantinho junto da cerca, crescia um pé de noz. Naquele ano, ele tinha dado poucas. Amália procurou por muito tempo na grama, até que finalmente encontrou outra. Logo saiu correndo de volta com ela até a pedrinha. Colocou a noz ali e quis quebrá-la. Mas onde foi parar aquela outra pedrinha?

Ah, é mesmo, ela tinha deixado a mãe tomando conta dela. Então foi buscá-la.

“Amália, quietinha… pare e se vire”, disse a mãe de repente.

Quando a menina se virou, viu um esquilo pegando a noz que ela tinha deixado ali pronta para quebrar.

Ele saiu saltitando com a noz até o canteiro e a enterrou na terra.

“Então é o esquilo que está pegando minhas nozes”, admirou-se Amália, bem baixinho, enquanto observava aquele ladrãozinho peludo e encantador.

“Será que eu devia desenterrá-la de novo?”

A mãe balançou a cabeça.

“Acho que o esquilo guardou ela para o inverno.”

“Ah… então vou deixar para ele. Vai ser um presente meu”, disse Amália, feliz da vida por saber que, graças a ela, o esquilinho passaria bem o inverno.

Os meses foram passando, o inverno foi embora, a primavera chegou, e logo tudo ficou verdinho. Quando Amália foi brincar de novo no jardim, percebeu que, no lugar onde o esquilinho tinha enterrado a noz, alguma coisa estava brotando da terra.

“Mamãe, olha! Aqui nasceu alguma coisa!”

“Isso é um pé de noz. O esquilinho enterrou a noz ali, e agora dela vai crescer outro arbusto.”

“Oba, que lindo! Vamos ter mais nozes. Foi um presente do esquilo, porque eu deixei aquela noz para ele.”

Amália foi correndo buscar um regador, pegou água e molhou o brotinho, que um dia, se ela cuidar bem dele, vai crescer e virar um arbusto enorme. Ela já estava ansiosa pelas nozes que com certeza iam crescer ali. E, sem dúvida nenhuma, ia dividi-las com o esquilo, toda contente.

Avalie isso post

Navigácia príspevkov

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Topo