A cachoeira mágica

Era uma vez, em um pequeno vilarejo, do outro lado de uma grande montanha, um menino chamado João. Ele era inteligente, tirava boas notas na escola e gostava de aprender. Mas, também adorava brincar e, às vezes, fazia algumas travessuras. Seu passatempo favorito era passear de bicicleta e brincar ao ar livre. 

Certa manhã, enquanto caminhava para a escola, pensou: “Ah, como eu queria passar o dia inteiro brincando, sem precisar estudar!”.

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A cachoeira mágica

Na mesma hora, uma voz misteriosa surgiu atrás de um arbusto: “Se você seguir por este caminho, encontrará uma cachoeira mágica. Basta tocar na água e você será levado para um lugar encantado, onde ninguém precisa estudar”.

João olhou para todos os lados, mas não achou quem havia falado aquilo. Ele ficou muito curioso e resolveu seguir o caminho. Pouco tempo depois, encontrou uma linda cachoeira. A água brilhava como se fosse feita de cristal. 

“Será que é verdade?”, perguntou a si mesmo. João estava inseguro, mas decidiu arriscar. Ele estendeu a mão e tocou a água. No mesmo instante, sentiu como se a cachoeira o puxasse para dentro. Quando abriu os olhos, estava em um lugar completamente diferente. As pessoas descansavam na grama, riam, brincavam e comiam muitos doces.

Sem conseguir entender, João perguntou a uma menina: “Que lugar é esse?”. 

Ela respondeu sorrindo: “Bem-vindo ao Mundo Mágico! Aqui todos fazem apenas o que têm vontade”. Depois disso, ela saiu correndo para brincar.

João começou a explorar aquele lugar encantado. Nas árvores cresciam bolos, tortas e biscoitos. Havia um enorme parque cheio de brinquedos, com carrosséis, trenzinhos e carrinhos. 

“Será que eu estou sonhando?!”, exclamou ele, muito feliz.

Ele brincou sem parar. Quando sentia fome, bastava pegar um doce das árvores. No começo, tudo parecia maravilhoso, mas depois de um tempo, João começou a ficar cansado. Já tinha brincado em todos os brinquedos, sua barriga estava doendo de tanto comer doces e ele sentiu muita saudade de casa.

Ele sentia falta dos abraços da mamãe, das conversas com o papai e até dos amigos da escola. Então pensou: “Já me diverti bastante. Este lugar é bonito, mas não existe lugar melhor do que a minha casa”. 

João voltou até a cachoeira mágica e tocou novamente na água. Em um piscar de olhos, estava de volta ao mesmo caminho por onde havia passado naquela manhã. Até o tempo era o mesmo e com um grande sorriso no rosto, o menino seguiu para a escola.

Ele nunca contou a ninguém sobre sua aventura no Mundo Mágico, mas jamais esqueceu o que aprendeu naquele dia: brincar é muito divertido, mas a família, os amigos e a escola também fazem a vida ser especial.

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