Era uma vez um pequeno bosque no alto de uma grande colina. Lá vivia um jovem chamado Tomás, que adorava passear pela floresta para colher cogumelos e frutas silvestres. Ele gostava especialmente dos dias ensolarados, quando os pássaros cantavam alegremente e a grama espalhava um cheirinho gostoso pelo ar.
Certo dia, enquanto caminhava pela floresta com seu cesto nas mãos, Tomás levou um grande susto. De repente, apareceu diante dele uma criatura enorme: um gigante peludo, segurando um enorme porrete de madeira.

“Estou com muita fome e vou devorar você!”, disse o gigante.
Tomás tentou pensar rápido e bolar um plano para salvar a própria vida: “Por favor, senhor gigante, não me coma! Eu conheço a receita da sopa mais deliciosa do mundo. Tenho certeza de que o senhor vai gostar muito mais dela do que de mim! Além do mais, eu estou sem tomar banho há alguns dias e estou cheirando muito mal, não devo ter um gosto bom”.
O gigante pensou por um instante e respondeu: “Hum… talvez você tenha razão”.
Então Tomás disse: “Mas vou precisar de um grande caldeirão, uma colher de pau, lenha para o fogo e um balde de água”.
O gigante levou Tomás até sua cabana e trouxe tudo o que ele pediu. Primeiro, colocou a lenha no fogo. Depois, buscou água no riacho. Quando a água começou a ferver, Tomás procurou ingredientes pela cabana. Encontrou cebolas, batatas, alho e alguns cogumelos secos.
Sem que o gigante percebesse, Tomás colocou alguns cogumelos especiais na sopa que davam um sono muito forte. Eles não faziam mal, apenas deixavam qualquer um dormindo profundamente.
Enquanto mexia a sopa, Tomás contava histórias engraçadas para distrair o gigante: “Uma vez cozinhei para um rei. E outra vez preparei sopa para sete cavaleiros famintos”.
O gigante ria tanto que a cabana até tremia. Logo a sopa ficou pronta e Tomás serviu uma tigela bem cheia para o gigante.
“Hmm! Que sopa deliciosa!”, disse ele, tomando tudo em três goles. Pouco depois, o gigante começou a bocejar, seus olhos ficaram pesados, ele se sentou no banco e logo dormiu profundamente, roncando tão alto que até as aranhas da cabana se assustaram.
Tomás não perdeu tempo. Pegou seu cesto e saiu correndo pela floresta o mais rápido que pôde. Correu até estar bem longe da cabana do gigante. Então ouviu novamente o canto dos pássaros e sentiu o vento fresco da floresta.
Tomás voltou para casa são e salvo, e muito mais esperto depois daquela grande aventura, pois ele aprendeu que a inteligência e a coragem podem vencer até o maior dos gigantes.