A aventura de Júlio pelo céu

Em uma pequena aldeia, além de três montanhas e três vales, vivia um menininho chamado Júlio. Ele morava com seus pais, era muito curioso e vivia fazendo perguntas. Certa manhã, ele apareceu com uma pergunta muito interessante: “Mamãe, como é o mundo visto lá do céu?”. 

A mamãe sorriu e respondeu: “Não sei, Júlio. Ninguém consegue chegar tão alto quanto os pássaros”. 

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A aventura de Júlio pelo céu

Desde aquele dia, ele fazia a mesma pergunta toda vez que acordava. Até que um dia, seu papai teve uma ideia maravilhosa: “Vamos para a floresta. Lá nós encontraremos uma árvore bem alta e, quando subirmos nela, vai ser como se estivéssemos no céu”. 

Júlio ficou bem animado e começou a pular de alegria. “Que legal, papai. Boa ideia!”, exclamou radiante. Assim que terminaram o café da manhã, Júlio e o papai saíram em uma expedição em busca da árvore mais alta.

Os dois aproveitavam o dia ensolarado, o canto dos pássaros e, de vez em quando, descobriam algo interessante pelo caminho. No entanto, quanto mais andavam, mais Júlio se cansava. Até que, bem devagar, chegaram ao alto da colina, onde ficava a árvore mais alta de todas.

A árvore era tão alta que parecia acariciar o céu com seus galhos. O tronco era largo e forte, e as folhas balançavam com o vento. O papai olhou para cima e segurou a mão de Júlio com força. “Não tenha medo, estarei sempre ao seu lado”, disse ele. 

Os dois começaram a subir. À medida que subiam cada vez mais alto, a vista lá embaixo ia mudando devagar. As outras árvores já não pareciam altas, mas pequenas como palitos de fósforo. Os caminhos pareciam riscos fininhos, e a aldeia ao longe tinha ficado pequenininha até parecer como casinhas de brinquedo. Júlio olhava para baixo, boquiaberto. “Papai, o mundo é tão pequenininho!”, sussurrou o menino, maravilhado.

De repente, um passarinho passou voando ao redor deles e cantou alegremente, como se estivesse lhes dando as boas-vindas. Um pouco mais acima, uma gralha estava em um galho, e mais adiante um majestoso gavião pairava no céu. Júlio teve a sensação de que, por um momento, tinha se tornado um deles. 

O vento bagunçava de leve seus cabelos, e o céu estava tão perto que parecia que ele podia tocá-lo. Quando chegaram ao galho mais alto, sentaram-se lado a lado. Além dos galhos, enxergavam um céu azul sem fim, com nuvens brancas que flutuavam devagar. Júlio sorriu e disse: “Papai, agora eu já sei como é o céu. Ele é sereno”. 

Papai o abraçou e concordou. “E você sabe por que ele é tão bonito?”. 

O menino balançou a cabeça, dizendo que não. O papai continuou: “Porque você olha para ele com olhos curiosos e bondosos”.

Quando desceram, Júlio não estava triste por não ter ido até o céu de verdade. Ele sabia que com um pouco de coragem, uma boa ideia e alguém que o amasse, ele conseguia chegar onde quisesse. 

Desde então, quando olhava para o céu, ele sabia que aquele momento viveria para sempre em seu coração. E assim, ele e o papai voltaram para casa de mãos dadas, felizes e cheios de lindas lembranças.

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