Era uma vez um menininho chamado Samuel.
Além da escola, de correr com os amigos e de jogar videogame, havia uma coisa que Samuel gostava muito — desde pequeno, ele tocava piano. Era seu passatempo favorito, mas às vezes ele realmente não tinha vontade de ir às aulas.
O menininho de cabelos castanhos tinha pela frente um grande dia. Ele estava prestes a se apresentar em uma peça de teatro, na qual tocaria piano. O dia da apresentação se aproximava, e Samuel treinava todos os dias. Praticava em casa no seu piano, mas também nas aulas com a querida professora Mila.

“Ainda não sou tão bom assim”, dizia Samuel para si mesmo, duvidando de suas habilidades.
Ele achava que não seria capaz.
“Você toca muito bem e é um menininho esperto e dedicado. Só precisa acreditar mais em si mesmo”, dizia a professora Mila, enquanto continuavam a treinar.
Mas o menininho ainda tinha medo de não ser bom o bastante, de se atrapalhar na apresentação e todo mundo rir dele.
Chegou o dia da apresentação. A mãe de Samuel estava ajeitando a gravata do filhinho quando disse:
“Você vai conseguir. Olhe para o piano e toque tão bonito quanto você toca em casa. Esqueça o público.”
A mãe deu um sorriso, acariciou o menino e foi se sentar entre os espectadores. E Samuel ficou ali, tímido, repetindo para si mesmo:
“Com certeza vou estragar tudo.”
Ouviu-se uma salva de palmas e a menininha, que acabara de terminar de cantar, passou por ele.
“Se você ficar com medo, feche os olhos e imagine que está tocando para animaizinhos engraçados — isso me ajuda”, aconselhou ela com um sorriso. “Eu imaginei um macaco engraçado ou uma girafa de duas cabeças na plateia e cantei como se estivesse em casa!”, disse ela, animada.
Então chegou a vez de Samuel. Era sua primeira grande apresentação.
Samuel hesitou, fez uma reverência para o público e se sentou ao piano. Olhou para a plateia e, de repente, ficou assustado com tantos rostos atentos.
“Se eu não tocar nada, vou passar ainda mais vergonha”, pensou.
E então se lembrou das palavras da menina, dos conselhos da mãe e da professora Mila. Fechou os olhos e imaginou que, na plateia, estavam sentados animais engraçados. Colocou as mãozinhas no piano e começou a tocar.
A música se espalhou por todo o teatro. A melodia preencheu a sala, e todos ouviam, em silêncio, aquela linda canção. Ele tocou como se estivesse em casa… ou até melhor!
E, de repente, tudo terminou. Samuel abriu os olhos. Todos aplaudiram e comemoraram. A mãe dele estava emocionada e enxugava as lágrimas, o pai segurava a câmera e a avó batia palmas cheia de alegria.
Samuel nem sabia como tinha conseguido, mas conseguiu. Fez uma reverência para o público e ficou muito orgulhoso de si mesmo. Ele percebeu que é normal sentir nervosismo e medo, mas é importante acreditar em si mesmo e nos bons conselhos de quem nos quer bem.
Ele aprendeu que, quando fazemos algo, devemos continuar nos desenvolvendo e acreditar em nós mesmos.
E talvez o conselho da amiga tenha mesmo ajudado — imaginar que na plateia estavam apenas animaizinhos.
Talvez esse conselho divertido também ajude vocês, queridas crianças, antes de uma apresentação ou prova, para que consigam superar tudo com tranquilidade.
Muita sorte!