A câmera do vovô

Era uma manhã de verão, e Ana estava passando as férias na casa do avô. Enquanto tomavam café da manhã juntos, ela perguntou o que poderiam fazer naquele dia.

O avô sorriu e disse: “Quero lhe mostrar uma coisa. Acho que você vai gostar”.

Rozprávka na čítanie - A câmera do vovô
A câmera do vovô

Logo depois do café da manhã, os dois foram até um quartinho cheio de objetos antigos. O avô abriu uma pequena caixa e tirou de dentro dela algo que Ana nunca tinha visto antes.

“O que é isso, vovô?”, perguntou curiosa.

O avô sorriu ao olhar para o objeto em suas mãos e respondeu: “Isto é uma câmera fotográfica, Ana”.

Ele entregou a câmera para a neta com todo cuidado e explicou: “Com ela, podemos guardar lembranças. Eu tirei fotos de muitos lugares bonitos durante a minha vida”.

“Veja esta foto. Este sou eu e sua avó visitando uma caverna de sal”, disse ele.

Os olhos de Ana brilharam de curiosidade. “Que lindo!”, exclamou ela, pegando outra fotografia.

“E aqui está o seu pai quando tinha mais ou menos a sua idade. Nós fomos passear perto de um lago”, explicou o vovô apontando para o garotinho na foto.

Ana olhou para a câmera e disse animada: “Eu também quero tirar fotos!”

O avô sorriu contente e falou: “Então vamos dar um passeio”.

Os dois se arrumaram e saíram juntos. Durante o caminho, o avô ensinou pacientemente como segurar a câmera, onde olhar e quando apertar o botão. Ana escutava tudo com atenção, como se estivesse aprendendo a fazer mágica.

A primeira parada foi no zoológico. Logo na entrada, Ana viu um enorme elefante jogando água com a tromba. “Vovô, olha isso!”, exclamou ela, apertando rapidamente o botão da câmera. Depois fotografou uma girafa alcançando folhas bem altas e os macaquinhos correndo de um lado para o outro.

Cada nova fotografia fazia Ana sorrir ainda mais. O avô dizia que ela tinha talento para fotografar. Mais tarde, os dois foram passear no parque. O sol passava por entre as folhas das árvores, e os passarinhos cantavam alegremente.

Ana se ajoelhou perto das flores coloridas e tirou uma foto delas. Depois fotografou os patinhos no lago e também o avô sentado em um banco, sorrindo feliz. “Essa vai ser a minha foto preferida”, disse ela baixinho.

Quando voltaram para casa, Ana estava cansada, mas muito feliz. Sua cabeça estava cheia de lembranças bonitas, e seu coração cheio de alegria.

Antes de dormir, o vovô lhe disse: “As fotografias são especiais, Ana. Quando olhamos para elas, as lembranças parecem ganhar vida outra vez”.

Alguns dias depois, Ana voltou para casa. Animada, mostrou as fotos para sua mãe. Juntas, olharam os animaizinhos do zoológico, as flores do parque e o vovô sorrindo no banco.

Enquanto observava as fotografias, Ana sentiu como se estivesse vivendo tudo aquilo novamente. Parecia que ainda podia ouvir os passarinhos cantando, sentir o perfume das flores e escutar a risada alegre do avô.

“O vovô tinha razão”, disse ela baixinho. “As lembranças ficam vivas dentro das fotografias”.

A mamãe sorriu e acariciou seus cabelos. Naquele momento, Ana entendeu que a câmera fotográfica não era apenas um objeto antigo. Era um pequeno tesouro, capaz de guardar para sempre os momentos mais felizes.

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