Os irmãos Aninha e André tinham se mudado há pouco tempo para um novo apartamento e estavam tristes, sentindo falta da antiga casa. Nada parecia divertido ou alegre. André queria aprontar alguma travessura para se distrair, mas não conseguia pensar em nada. Até que, em um dia de janeiro, os irmãos encontraram um cartão postal na caixa do correio.
O cartão não era para eles. Tinha sido escrito para o antigo morador do apartamento, um menino chamado Alan. Era uma mensagem de Feliz Natal e um pedido de desculpas, dizendo para ele não ficar mais chateado. O cartão tinha sido enviado por alguém chamado Pablo.

“O que vamos fazer com isso?”, perguntou Aninha. “Nada. Vamos deixar esse Pablo pensando que o Alan ainda está chateado. Ele deve ter feito algo muito errado… Ou então podemos responder fingindo ser o Alan e dizendo que não queremos mais ser amigos dele”, respondeu André.
“Não!”, disse Aninha, assustada. “Vamos escrever dizendo que somos os novos moradores do apartamento, que o cartão chegou atrasado, e que o Alan não mora mais aqui”, sugeriu ela. André fez uma careta: “Que chato!”.
Nesse momento, a mamãe chegou, e as crianças esconderam o cartão. Depois, Aninha acabou se esquecendo dele. Mas André não esqueceu. No dia seguinte, sem contar a ninguém, ele escreveu uma resposta para o remetente do cartão. Infelizmente, não foi uma mensagem bonita.
Quando estavam indo ao correio, a mamãe percebeu que André estava escondendo alguma coisa e pegou o cartão. Foi então que Aninha contou toda a história para ela. A mamãe ficou muito zangada e explicou que não é certo agir com maldade e nem atrapalhar a amizade dos outros. “Ninguém gosta de ser enganado ou de perder um amigo por causa de uma mentira”, disse a mamãe. André ficou muito envergonhado. Ele percebeu que também não gostaria que alguém fizesse isso com ele.
À noite, os irmãos, junto com a mamãe, escreveram um novo cartão. Dessa vez, a mensagem era sincera e gentil. Eles explicaram que o cartão tinha chegado atrasado, escreveram o novo endereço de Alan e desejaram que os amigos fizessem as pazes. E foi exatamente isso que aconteceu: o cartão finalmente chegou ao seu destino, e os amigos voltaram a conversar.