O passarinho Tico

Era uma vez um passarinho chamado Tico, que cantava alegremente em um galhinho.

Ele adorava o parque onde vivia. Tinha uma voz linda, com a qual saudava todos os visitantes. Gostava de se sentar no galho da árvore, cantar e observar as pessoas, os cachorrinhos e as crianças brincando nos brinquedos do parque.

“Ah, se eu também pudesse brincar assim com eles”, pensou, ao ver o cachorrinho e o menininho correndo atrás da bola. 

Contos curtos para crianças - O passarinho Tico
O passarinho Tico

Apesar de ter asas, Tico sentia um pouco de medo das pessoas e não sabia como poderia brincar com elas, como fazia aquele cachorrinho.

Era um sábado ensolarado e as folhas das árvores começavam a amarelar — as cores do outono iam, aos poucos, se espalhando pelo parque. Tudo se transformava numa linda paisagem alaranjada e amarela. As pessoas e os bichinhos aproveitavam os últimos raios quentinhos do sol.

Tico cantava feliz em seu galhinho, quando, de repente, foi interrompido por um choro. Ele olhou para trás e viu um menininho apontando para a árvore e chorando. Ao jogar a bolinha para o seu cachorrinho, o garoto a lançou tão sem querer que ela ficou presa no alto de um galho.

“Essa é a minha chance!”, pensou o passarinho, e alçou voo cheio de coragem. 

Ele pousou no galho onde a bola estava e ficou pensando no que fazer para devolvê-la ao menininho.

Primeiro, deu um empurrãozinho nela com a asa — nada aconteceu. Depois, tentou empurrá-la com o corpinho, e a bolinha se mexeu um pouquinho, mas continuava presa entre os galhos. Por fim, lembrou-se do seu biquinho. Esticou-se o máximo que conseguiu, empurrou e a bolinha caiu na grama!

“Consegui!”, cantarolou Tico, surpreso.

As lágrimas do menininho desapareceram na hora, e o cachorrinho latiu alegremente.

“Obrigado, amigo!”, exclamou o menininho para o passarinho.

A mãe do garoto sorriu e disse:

“Uau, olha, é aquele passarinho que sempre canta tão bonito aqui. E ainda sabe salvar a bola também!”

Tico ficou todo orgulhoso. Não só brincou com a bola e a devolveu para o menininho, como também ajudou ao mesmo tempo. Ele nem imaginava o quanto as pessoas admiravam seu canto.

Daquele dia em diante, o passarinho passou a cumprimentar cada visitante do parque com um canto ainda mais alegre. E sempre que uma bola ou um disco voador ficava preso numa árvore, ele os derrubava heroicamente.

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