Era um dia chuvoso e lá fora havia uma terrível tempestade. Pedrinho tinha muito medo de tempestades, mas sua mãe sempre lhe dizia que, se não tivesse medo, depois da tempestade sairia o sol e, com ele, um lindo arco-íris colorido.
Porém, hoje Pedrinho esperava ver no céu um arco-íris colorido, mas tal coisa não aconteceu. Quando o sol despontou, surgiu o arco-íris, mas não estava tão belo e colorido como de costume. Estava em preto e branco. Pedrinho ficou admirado e, entristecido, correu para fora a fim de descobrir o que havia acontecido e por que o arco-íris de hoje não possuía cores.

Assim que correu para o jardim, surgiu diante dele um pequeno duende.
“E você, quem é? Foi você que fez alguma coisa com aquele formoso arco-íris?”, perguntou Pedrinho.
O duende coçou tristemente atrás da orelha e disse:
“Sou o Coloridinho e cuido do arco-íris, e assim também trago as cores ao mundo. Mas hoje alguém derrubou o balde com as cores do arco-íris. Preciso encontrar rapidamente todas as cores que pertencem ao arco-íris, pois se isso não acontecer antes que ele desapareça, todas as cores do mundo também desaparecerão!”, disse tristemente o duende.
Pedrinho se assustou. Seria uma catástrofe se o mundo inteiro ficasse em preto e branco, como num filme antigo!
“Não podemos permitir isso. Eu vou te ajudar! Traga o balde e nós vamos recolher as cores!”, disse Pedrinho.
Coloridinho o obedeceu. Quando voltou com o baldinho vazio, Pedrinho lhe perguntou:
“E de que cores precisamos?”
“Vermelho, laranja, amarelo, verde, azul e roxo.”, disse o duende.
Pedrinho começou a pensar em voz alta:
“Vermelho… os morangos são vermelhos mesmo! E no jardim tem um monte deles.”, disse Pedrinho.
E ele já saiu correndo para colher um morango lindo e vermelho e jogar no balde do Coloridinho.
“Amarelo… serão os dentes-de-leão.”, lembrou-se Pedrinho.
Em seguida arrancou um dente-de-leão que crescia perto da árvore.
“Laranja. Então… esse vai ser difícil… Mas ainda assim, laranja é laranja, e sobrou uma na minha mochila da escola!”, disse Pedrinho, correndo para seu quarto para buscar a laranja.
Quando voltou com ela, faltavam apenas algumas cores.
“Para o verde isto nos basta.”, disse Coloridinho, arrancando um talo de grama e colocando-o no baldinho.
“E o roxo? Talvez eu consiga derrubar alguma ameixa da árvore.”, disse Pedrinho.
Mas ele nem precisou tentar. Depois da chuva e do vento forte, havia muitas espalhadas pelo chão. Pegou duas e as colocou no balde.
“Só mais uma última cor…”, disse Pedrinho.
E Coloridinho apontou para as pétalas da flor azul que a mãe de Pedrinho tinha no jardim.
“Espero que a mamãe não fique brava…”, disse ele, apanhando uma pétala da flor.
“Obrigado, Pedrinho!”, disse o duende, fazendo uma reverência diante dele.
“É melhor você correr antes que o arco-íris desapareça!”, disse Pedrinho.
Coloridinho lhe obedeceu.
Pedrinho observou do jardim como as cores voltavam lentamente ao arco-íris, uma após a outra. Nunca ficara tão feliz com um arco-íris colorido como hoje, sabendo que foram eles que o criaram.