Na fazenda havia um grande chiqueiro. Lá vivia Fany, um porquinho fofo e bonito. A maioria dos porquinhos adorava ficar na lama e, quando comiam, espalhavam comida por todo lado. Já o leitão Fany era diferente, ele sempre estava limpinho e cheirando bem. Quando comia, nada escapava de seu focinho.
E o chiqueiro dele? Brilhava de tão limpo! Sempre que algum animal vinha visitá-lo, não acreditava em quão limpo seu lugar era. Fany dizia com orgulho: “A higiene é meio caminho andado para a saúde”. Ele ficava muito satisfeito em estar limpo e ver seu chiqueiro arrumado.

Um dia, porém, chegou à fazenda um caminhão desconhecido. Todos os animais, inclusive Fany, foram ver quem havia chegado. Na parte de trás do caminhão, havia muito movimento e barulho. Por fim, chegou o fazendeiro, que cuidava dos animais e da fazenda. Ele abriu as portas traseiras do caminhão e revelou uma grande surpresa para todos.
Do carro saltaram dois porquinhos novos, que saíram correndo por todos os lados na fazenda: foram no galinheiro, no cercado e na porteira. Depois pularam e rolaram na lama, e voltaram a correr desgovernados. Todos os animais da fazenda observavam curiosos, os novos porquinhos correndo e experimentando tudo.
Depois de um tempo, os porquinhos pararam para examinar o chiqueiro onde morava o porquinho Fany. “Uau, que chiqueiro bonito! Aqui vamos nos sentir bem. Vai ser ótimo”, disseram os porquinhos e, sujos de lama, correram para dentro. Animados, eles saltaram e depois voltaram a rolar pela lama, elogiando como aquele chiqueiro era bonito.
Enquanto isso, Fany ficou do lado de fora olhando espantado para o próprio chiqueiro. Não conseguiu dizer uma palavra ao ver como, em poucos segundos, os porquinhos sujaram tudo. Assim que se recuperou e percebeu o que realmente estava acontecendo, entrou decidido em seu chiqueiro e disse: “Isso não pode acontecer! Vocês não podem entrar assim no meu chiqueiro e fazer essa bagunça! Isso não se faz”.
“Ah, qual é, porquinho, não seja assim. A bagunça é legal, é divertido rolar na lama e depois dormir gostoso em casa. E principalmente não tomar banho. Essa é a melhor parte!”, responderam os porquinhos dando risada.
O porquinho Fany não riu. Ele não gostava de bagunça, ainda mais em seu chiqueiro. “Você precisa se divertir, rir e se alegrar, e não ficar apenas limpando e sendo tão rigoroso com a organização”, continuaram os porquinhos.
Fany respirou fundo e quis dar uma bronca neles na mesma hora. Mas então disse: “Esses porquinhos têm um pouco de razão. Sim, é verdade que eu gosto de limpar e que a limpeza é metade da saúde. Mas, por outro lado, eu realmente sou muito exigente com a organização”.
“Sim, sim, porquinho. Exatamente! Quando foi a última vez que você riu tanto que até chorou? E que você rolou na lama e não se importou?”, responderam os porquinhos.
Fany refletiu e depois de um tempo, teve uma ideia: “Ok, porquinhos. Vamos fazer um acordo. Vocês me ensinam a me divertir, rir e brincar, e eu vou ensinar vocês a manter a organização. Fechado?”.
Os porquinhos pensaram por um tempo e então concordaram. Levaram Fany para a lama e começaram a brincar com ele. O porquinho Fany hesitou no começo, pois não queria se sujar, mas promessa é promessa. Ele fez tudo o que os porquinhos mandaram e riu tanto que as lágrimas escorreram pelo rosto. Depois, os três se lavaram direitinho e arrumaram tudo. À noite estavam todos contentes.
E o que Fany e os porquinhos aprenderam? Que é importante saber rir e brincar, mas também arrumar tudo depois, pois tudo tem o seu tempo certo.