
Histórias para Dormir
Os ratinhos e o gato
Era uma vez um ratinho chamado Niquinho, que morava numa floresta bem fechada. A casinha aconchegante dele ficava dentro de um velho carvalho, e lá ele tinha tudo o que um ratinho podia querer: uma caminha macia de musgo e uma despensa cheia de guloseimas.
Mas Niquinho não gostava de ficar sozinho. Então resolveu convidar seu primo animado, o Riquinho, para passar uns dias com ele.
Com muito carinho, limpou toda a casinha até ela brilhar e preparou um verdadeiro banquete. Quando Riquinho chegou, Niquinho o recebeu com um sorrisão:
“Entra, primo! Hoje a diversão é garantida!”
A mesa estava até envergando de tantas tigelinhas com batatas crocantes, pedacinhos suculentos de carne e queijos bem cheirosos.
“Experimenta esse vinho! Parece coisa de conto de fadas!”, disse Niquinho, erguendo a taça.
“Que mesa de rei!”, elogiou Riquinho, enquanto os dois contavam histórias engraçadas e riam até doer a barriga.
Mas a alegria foi interrompida de repente por um visitante nada bem-vindo: um gato faminto, de garras afiadas, entrou de surpresa na casinha! Os dois ratinhos correram e se enfiaram num esconderijo apertado num canto da sala.
“Depressa, senão ele pega a gente!”, sussurrou Niquinho.
Lá dentro eles estavam seguros, mas o gato não desistia. Devorou tudo o que tinha sobrado na mesa e ainda queria mais. Resolveu esperar os ratinhos saírem. E, para fazer os dois saírem do esconderijo, começou a miar alto e a arranhar as paredes com força, até tudo tremer.
Niquinho e Riquinho taparam os ouvidos e começaram a pensar num plano.
“Vamos esperar ele ficar com sono…”, cochichou Niquinho.
E não é que funcionou? O gato começou a bocejar, os olhos foram pesando… e logo ele dormia profundamente. Era a chance dos ratinhos!
Mas eles não queriam só fugir. Queriam também dar uma lição naquele intrometido. Saíram bem quietinhos, pegaram uma corda e amarraram bem firme as quatro patas do gato. Depois, deram um guincho bem na orelha dele e saíram correndo.
O gato acordou assustado, miando, e tentou pular, mas, com as patas amarradas, tropeçou e caiu de focinho no chão! Enquanto isso, Niquinho e Riquinho já estavam longe, rindo da travessura.
Mesmo furioso, o gato acabou entendendo que os ratinhos tinham sido mais espertos. Para que o soltassem, teve que prometer que nunca mais ia persegui-los nem tentar comê-los.
E o gato cumpriu sua promessa direitinho.
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