
Histórias para Dormir
A aventura da gatinha Eli
Nossa história de hoje começa dentro de um carvalho oco, onde vivia uma gatinha. Era ruiva como uma raposa, tinha as patas brancas como a neve e olhos grandes e verdes como esmeraldas. Seu nome era Eli, e ela adorava aventuras. Todos os dias explorava algum lugar diferente.
Numa manhã ensolarada de primavera, disse para si mesma que faria um passeio pela floresta e talvez vivesse algo divertido. Parou no riacho para beber um pouquinho de água e depois seguiu pela trilha da floresta até a beirada de um vilarejo ali perto, onde havia uma casinha.
“Quem será que mora aqui? Será que não há alguma coisa boa para comer?”, pensou Eli, saltando para o parapeito da janela entreaberta.
Lá dentro, uma senhorinha sentada na poltrona tricotava um xale para o inverno. No chão, um novelo de lã rolava aos seus pés. E, melhor ainda, ao lado dela havia uma cesta cheinha de lã! Que brinquedo perfeito seria! Um novelo bem macio, para rolar e correr atrás dele pela toca. Mas como entrar lá e pegar um? Eli desceu tristemente do parapeito, quando uma ratinha apareceu diante dela.
“Por favor, não me coma! Farei qualquer coisa!”, disse a ratinha, assustada.
“Eu não quero comer você, mas talvez você possa me ajudar”, respondeu Eli, refletindo.
Afinal, a ratinha era bem pequenina, e a senhorinha nem ia perceber. Então Eli contou para ela sobre o novelo de lã que queria tanto. A ratinha, porém, protestou:
“E se a senhorinha me notar e sair correndo atrás de mim com a vassoura?”
“Então faremos de outro jeito. Eu começo a miar, e a senhorinha vai vir até o jardim. Enquanto ela me procura, você entra de fininho pela janela e pega o meu novelo”, disse Eli.
A ratinha pensou e concordou:
“Está bem, mas quero um pedaço do melhor queijo como recompensa.”
“Combinado! Sei exatamente onde encontrar”, respondeu Eli.
O plano começou. Eli se escondeu atrás de um arbusto e começou a miar bem alto. A senhorinha realmente saiu para o jardim.
“Será que tem algum gatinho perdido por aqui?”, disse, procurando.
Enquanto a senhorinha olhava ao redor, a ratinha entrou pela janela e puxou o novelo com seus dentinhos até o jardim. Quando a senhorinha voltou para dentro, o novelo já estava lá fora.
“Obrigada, ratinha. E agora vou cumprir minha promessa”, disse Eli.
Juntas, foram até a leiteria. Eli sentou-se diante da porta e começou a miar. O leiteiro apareceu.
“Por acaso você está com sede, gatinha?”, disse ele, afagando-a. Trouxe uma tigela de leite, que Eli bebeu satisfeita. Mas continuou miando.
“Que tolo eu sou! Você deve estar com fome também!”, disse o leiteiro, trazendo um grande pedaço de queijo.
Eli pegou o queijo com a boca e correu até sua amiga.
“Obrigada, Eli. Um pedaço tão grande eu nunca tive. E como cheira bem!”, disse a ratinha, feliz.
Depois, as duas voltaram juntinhas para casa. Assim, Eli viveu mais uma aventura. Além de ganhar uma nova diversão para sua toca, também conquistou uma nova amiga.
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