O boneco de neve

Era um sábado bem frio. A cidade estava toda coberta de branco, e pelas janelas se viam árvores de Natal enfeitadas e brilhantes. As crianças, animadas, brincavam de trenó ou construíam todo tipo de coisa com a neve.

Jorge e sua irmãzinha Sandra saíram correndo de casa para o quintal, bem agasalhados até as orelhas. A neve fofinha cobria o chão como um grande manto branco que brilhava ao sol. Os irmãos estavam prontos para criar algo especial.

Histórias para crianças - O boneco de neve
O boneco de neve

“Vamos fazer um boneco de neve!”, gritou Jorge, empolgado, pegando um punhado de neve nas mãos.

Sandra não perdeu tempo e logo se juntou a ele. Os dois combinaram que fariam o maior boneco de neve que suas mãozinhas conseguissem.

“Posso me juntar a vocês?”, perguntou o pai do terraço, pronto para ajudar.

As crianças balançaram a cabeça com entusiasmo. Com a ajuda do papai, tudo seria mais rápido! Precisavam terminar logo, antes que o sol derretesse a neve.

Todos começaram a trabalhar. Jorge ensinou para Sandra como fazer uma bola grande de neve e depois rolá-la pelo chão para que crescesse cada vez mais. Os olhos das crianças se encheram de brilho ao ver o tamanho da bola.

“Essa aqui está enorme!”, disse o papai, impressionado.

“Vocês estão de parabéns por se ajudarem assim!”, elogiou, sorrindo. “Agora precisamos de outra bola, para o meio.”

Juntos, fizeram uma segunda bola de neve, um pouco menor que a primeira. Estava pesada, então o papai a levantou com cuidado e a colocou em cima da base.

“Eu vou fazer a última!”, disse Sandra, animada, já se pondo a trabalhar.

Ela seguiu direitinho o que Jorge tinha ensinado: juntou a neve, moldou uma bolinha e foi empurrando com cuidado, fazendo-a crescer. Com a ajuda do pai, colocaram a terceira bola bem no topo.

“Você é muito esperta!”, disse Jorge, orgulhoso da irmã. Ela realmente aprendia rápido.

“Esse ficou enorme!”, exclamaram os dois, admirados. O boneco era até maior que o pai deles!

“Agora vamos dar olhos, nariz e boca para ele!”, disse o pai.

As crianças correram para procurar pedrinhas e uma cenoura para o nariz. Sandra foi até a cozinha, onde a mamãe preparava sopa, e discretamente pegou uma cenoura antes de sair correndo de volta.

Enquanto isso, Jorge e o pai fizeram os botões, os olhos e a boca com as pedrinhas. Papai levantou Sandra no colo, e ela cuidadosamente colocou a cenoura no lugar do nariz.

“Ainda tá faltando alguma coisa…”, falou Jorge, em seguida correndo para pegar dois galhos e espetar no boneco para fazer os braços.

“E ele não vai sentir frio?”, perguntou Sandra, preocupada.

O pai acenou que sim.

“Então vamos dar um cachecol para ele!”, disse, tirando o seu próprio cachecol vermelho do pescoço e enrolando no boneco de neve.

“E eu aqui me perguntando onde foi parar minha cenoura!”, brincou a mamãe, que tinha saído da casa para ver o que estavam aprontando.

As crianças deram risadinhas. Então, a mãe sorriu e disse:

“O boneco de neve está lindo! Só falta um detalhezinho…”

Ela correu para dentro de casa e voltou com uma panela velha, que colocou como um chapéu na cabeça dele.

“Agora o boneco de neve está pronto!”, disse a mãe, observando a alegria nos olhos dos filhos.

“Este é o melhor dia do mundo!”, gritou Sandra, abraçando a mamãe.

Todos admiraram a bela criação, que se erguia no quintal como um verdadeiro gigante gelado. De repente, as crianças tiveram a impressão de que o boneco sorriu. O cachecol se mexeu com o vento e as pedrinhas da boca pareciam ter se levantado.

“Vocês viram isso?”, perguntou Jorge, espantado.

Papai e mamãe riram.

“Acho que ele está feliz porque foi feito com amor. E está agradecendo por termos trabalhado juntos!”, disse o papai.

O dia foi chegando ao fim. Jorge e Sandra tomavam chocolate quente perto da árvore de Natal, olhando pela janela. Do lado de fora, o boneco de neve continuava firme, parecendo um grande enfeite natalino.

Eles estavam felizes por aquele dia tão bonito em família e orgulhosos do boneco de neve que criaram juntos.

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