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Na pista de corrida
Bem longe da nossa cidade, tinha uma pista de corrida onde todo ano aconteciam corridas de carro. Ali corriam os melhores carros de corrida que alguém já viu. Eram rápidos que nem dava para acreditar! Sempre ia muita gente assistir e torcer pelos seus favoritos. Perto da pista, além dos carros de corrida, ficavam estacionados mais dois: um caminhãozinho de bombeiros e uma ambulância.
Só que o caminhão de bombeiros vivia triste. Ficava olhando como os carros de corrida eram rápidos, como faziam umas curvas incríveis a toda velocidade e como todo mundo elogiava e dava parabéns para eles quando ganhavam. Ficava ali parado no seu lugar, vendo os carros passarem zunindo, tristinho porque nunca ia viver nada daquilo. Mas, um belo dia, ele mudou de ideia.
A corrida estava marcada para um sábado de manhã. As pessoas estavam todas nos seus lugares, loucas para que tudo começasse. Na linha de largada, estavam sete carros, soltando uma fumaça grossa pelo escapamento.
Os carros estavam todos de olho na bandeira, esperando a hora certa. E aí veio! Ouviu-se o tiro de largada, a bandeira balançou no ar e tudo começou. Os carros saíram que nem um raio. Iam tão rápido que as pessoas só viam umas sombras no lugar deles. Eles passaram por várias curvas sem problema, mas aí veio a mais difícil: uma curva bem fechada para a esquerda, onde cada carro tinha que prestar atenção em cada detalhe. Era só inclinar um pouquinho mais para derrapar.
Cinco carros fizeram a curva direitinho, mas o sexto começou a rodar. Ia de um lado para o outro da pista, totalmente desgovernado. E, nessa confusão, acabou batendo no sétimo carro. Os dois carros capotaram, ficaram de rodas para cima e começaram a pegar fogo.
O povo da arquibancada entrou em pânico, e o alto-falante gritava: “Caminhão de bombeiros, para a pista! Caminhão de bombeiros, para a pista! Rápido!” Assim que ouviu isso, o caminhão de bombeiros saiu na mesma hora. Quando chegou perto dos carros pegando fogo, começou a apagar as chamas. A água espirrava para todo lado, e o fogo foi diminuindo devagarinho. Num instante, o fogo estava apagado, e os carros, mesmo amassados, tinham sido salvos. Todo mundo ficou feliz porque ninguém se machucou, nem na plateia nem entre os pilotos. E tudo isso graças ao caminhão de bombeiros! Dessa vez, o alto-falante anunciou: “Viva o caminhão de bombeiros!”
Naquele dia, em vez de medalhas, teve um prêmio bem diferente. O caminhão de bombeiros ganhou um diploma de coragem, bravura e confiança. Todo mundo estava orgulhoso dele. Pela primeira vez, o caminhão de bombeiros se sentiu ainda melhor do que se fosse um carro de corrida. Ele entendeu que também era importante. E, mesmo não sendo tão rápido quanto um carro de corrida, sabia fazer outras coisas tão importantes quanto.
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