A luta de Cris no futebol

Era uma ensolarada tarde de sábado, e o campo de futebol estava cheio de risadas e barulho de crianças animadas. Naquele dia, um menino chamado Cristian tinha mais uma partida importante. Ele era realmente um bom jogador e treinava bastante — tanto nos treinos quanto em casa, no quintal, com o pai.

Cris, como todos o chamavam, estava nervoso. Só sua mãe iria ao jogo, pois o pai não podia ir, já que tinha que trabalhar. No campo, Cris olhava para as próprias chuteiras com o coração apertado. Sempre que o pai ia assistir, ele fazia um gol. Mas, quando o pai não estava, parecia que nada dava certo. No fundo, o garotinho acreditava que era o pai quem lhe trazia sorte.

Histórias curtas para crianças - A luta de Cris no futebol
A luta de Cris no futebol

Seus pensamentos foram interrompidos pelo apito do juiz. O jogo começou. Cris correu, passou a bola, se esforçou com todas as forças. Quando conseguiu avançar, tentou chutar para o gol. Mas nada saía como queria. Ou a bola ia longe demais, ou o goleiro conseguia agarrá-la. Chegou até a escorregar algumas vezes na grama verdinha, como se tivesse pés de madeira. Cris ficou triste e desejou, de coração, que dessa vez tudo desse certo.

No intervalo, sentou-se no banco, nervoso. Mesmo com o apoio do treinador e dos amigos, sua cabeça dizia outra coisa. “Sem meu pai eu não vou conseguir”, repetia o menino loirinho para si mesmo.

Mas, quando o segundo tempo começou, algo na torcida chamou sua atenção. Era a voz da sua mãe, batendo palmas e gritando bem alto o seu nome:

“Vai, Cris! Você consegue!”

Aquelas palavras encheram o coração do menino de coragem. 

“Eu vou conseguir. Sou um bom jogador e vou fazer um gol!”, pensou, determinado. Em seguida, saiu correndo atrás da bola.

O tempo passava rápido como água escorrendo pelas mãos, e Cris não desistia. Já não cambaleava mais pelo campo como se tivesse pernas de madeira. Pelo contrário, estava jogando cada vez melhor.

Poucos minutos antes do apito final, a bola rolou em sua direção. Cris saiu disparado, e então aconteceu. Ele chutou com força e viu a bola voar, passar pelo goleiro e balançar o fundo da rede. Gol!

“Eu consegui!”, gritou Cris, radiante, enquanto seus companheiros corriam até ele para comemorar. A torcida vibrou, batendo palmas e gritando seu nome.

Foi então que ele se virou e viu algo que fez seu sorriso crescer ainda mais: seu pai tinha acabado de chegar à arquibancada, mesmo com o jogo quase no fim. Ele estava lá!

Mas Cris não ficou triste por seu pai não ter visto o gol nem toda a luta. Pelo contrário, entendeu que, mesmo quando o pai não está presente, ele ainda pode ser um grande jogador. Descobriu que a força e a alegria que procurava não estavam no pai, mas dentro dele mesmo.

E, a partir daquele dia, estivesse o pai ou a mãe na arquibancada, Cris sabia que conseguiria, porque a confiança e o talento já moravam dentro do seu coração.

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