
Histórias para Dormir
A Ilha Encantada
Bem longe daqui, no meio de um oceano enorme, existe uma ilhazinha chamada Ilha Encantada. Ela tem um poder fora do comum: consegue saber como uma pessoa é de verdade, se tem um coração bom ou ruim. Sempre que alguém naufraga e vai parar nessa ilha, acontecem coisas muito especiais.
Uma vez, um marinheiro chamado Oliver estava navegando pelo mar. Ele era um bom marinheiro e sabia muito bem conduzir o barco, mas foi pego de surpresa por uma tempestade enorme. No meio daquelas ondas gigantes, não conseguiu segurar o leme nem manter o barco boiando.
No fim, o barco afundou, e Oliver chegou à Ilha Encantada num bote salva-vidas. Sem saber onde estava e morto de cansaço, acabou pegando no sono na areia. Só acordou quando sentiu uns cutucões.
Quando abriu os olhos, viu vários macaquinhos lindos em volta dele. Eram peludinhos, tinham carinhas brancas muito fofas e rabos compridos. Dava para ver logo que eram amigáveis: pulavam em volta dele, chamando para ele se levantar. Mas Oliver estava muito fraco e com fome, então alguns macaquinhos o ajudaram a ficar de pé e outros lhe deram bananas para comer. E foram levando o marinheiro cada vez mais para o meio da ilha, até que chegaram a uma grande cachoeira. Oliver olhava para todo lado, sem saber o que fazer nem para onde ir. Os macaquinhos começaram a pular e dançar em volta dele. As árvores e as flores se curvavam e balançavam, o vento começou a soprar e, no vento, o marinheiro ouviu uma voz: “Água querida, mostre o que você esconde de nós. Descubra como ele é de verdade e se o coração dele é bom.” Era a voz da ilha, avisando. De repente, o chão começou a tremer, a cachoeira se abriu e os macaquinhos começaram a pular e gritar. Oliver ficou com medo. Entendeu que a ilha queria que ele entrasse na cachoeira aberta. Mas e depois? Como ele ia sair dali?
Ele criou coragem, respirou fundo e foi entrando devagar. Sentiu um arrepio na espinha, mas tinha a sensação de que a ilha era justa e o seu poder, muito grande. Quem sabe ela ia ver que ele era uma boa pessoa. Quando entrou na cachoeira, foi parar numa caverna fria, onde umas luzinhas coloridas misteriosas flutuavam em volta dele. Oliver se ajoelhou, juntou o restinho de coragem que ainda tinha e pediu: “Ilha Encantada e preciosa, olhe para mim neste momento, por favor, e me mostre o caminho para o meu destino. Me deixe voltar para casa, eu peço com humildade e coloco a minha vida nas suas mãos.” As luzinhas rodearam Oliver e o envolveram inteirinho no seu brilho.
Ele sentiu a magia da ilha examinando como ele era de verdade. Depois de um tempinho, as luzinhas soltaram Oliver e desenharam uma seta nas paredes da caverna, mostrando por onde ele devia ir para voltar para casa. O marinheiro foi seguindo devagar, com um calorzinho gostoso tomando conta do corpo todo. Ele estava feliz porque a Ilha Encantada tinha visto que ele era uma boa pessoa.
Oliver deixou a Ilha Encantada com um sorriso no rosto e, ao ir embora, deu tchau de longe para os macaquinhos. Sabia que ninguém ia acreditar na história dele, mas sabia também que nunca ia esquecer aquela aventura.
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