Pular para o conteúdo
Contos para crianças - Os animais ensinam uma lição para Toninho

Histórias para Dormir

Os animais ensinam uma lição para Toninho

Toninho morava pertinho da floresta. Tinha o cabelo castanho todo enroladinho, apontando para todos os lados. As mãos viviam sujas, a roupa vivia rasgada e quase nunca se via um sorriso no rosto dele. Era um menino emburrado, de cara fechada, que quase nada deixava contente. E tudo o que podia, ele estragava ou sujava.

Quando ia passear na floresta, ele não se comportava nada bem. Chutava os cogumelos, jogava papel no caminho, arrancava as samambaias e jogava longe. Nada agradava o Toninho, e ele não dava valor a nada. E fazia isso quase todo santo dia.

Só que os bichos da floresta não estavam gostando nada daquilo. Afinal, eles moravam ali, e o Toninho estava estragando a casa deles. Então, um belo dia, eles fizeram uma reunião. Vieram todos: tatus, porcos-espinhos, esquilos, passarinhos, cervos e até as formigas. A reunião foi debaixo da maior árvore da floresta, e no galho mais alto se acomodou a coruja, o bicho mais sábio de todos. Lá de cima, ela enxergava todo mundo direitinho.

Quando todo mundo se ajeitou, a coruja abriu a reunião e perguntou: “Muito bem, quem tem alguma queixa do Toninho?” Foi um falatório só, um bicho falando por cima do outro. Ele desmancha o formigueiro, joga lixo na toca dos tatus e quebra o comedouro dos cervos.

A coruja escutou tudo e perguntou: “E quem tem uma ideia de como fazer o Toninho parar com isso?” Aí ficou todo mundo quietinho. Ninguém sabia o que fazer. A coruja pensou um pouco e disse: “É simples: vamos mostrar a ele que na floresta não é assim que se faz. Cada um de nós sabe fazer alguma coisa. Vamos usar isso!” E os bichos logo bolaram um plano.

No dia seguinte, cada bicho estava no seu posto, esperando o Toninho. Ele vinha passeando como se nada fosse, sem desconfiar de nada. Chegou no primeiro cogumelo, tomou impulso e deu um chutão com toda a força. Mas isso ele não devia ter feito! Bem do ladinho do cogumelo, os bichos tinham colocado uma pedra. Na hora do chute, o pé do Toninho acertou em cheio a pedra dura. E lá ficou ele, segurando o pé e choramingando.

Depois de um tempo, ficou ainda mais bravo. Foi até o comedouro, começou a enfiar lixo lá dentro e tentou quebrá-lo com um pedaço de pau. Mas aí começou a cair em cima dele uma chuva de castanhas e bolotas, todas mirando direitinho no Toninho. Ele olhava para todo lado, sem entender nada. Nem desconfiava que eram os esquilos, escondidos na árvore, jogando nele todo o estoque que tinham juntado.

O Toninho já estava sem forças. O pé doía e, para falar a verdade, doía tudo, depois de tanta castanha e bolota na cabeça. Cansado e emburrado, ele se sentou debaixo da maior árvore da floresta. E, ali sentado, começou a arrancar o musgo e jogar para todo lado, e a puxar as plantinhas que cresciam em volta. Quando a árvore sentiu isso, deu uma bela sacudida e derrubou em cima dele todas as pinhas que tinha. Do monte de pinhas só aparecia a cabeça do Toninho. Ele ficou ali, sem entender o que estava acontecendo naquele dia.

Pouco depois, chegou a coruja. Pousou bem de mansinho na frente do Toninho e disse: “Toninho, faz tempo que a gente te vê por aqui. Todos os bichos te conhecem e também veem como você se comporta mal na floresta. O que aconteceu hoje não foi por acaso, não. Fomos nós que fizemos tudo isso. Queríamos te mostrar o que não se faz, porque isso machuca a gente. E eu te prometo: se você não mudar e não começar a respeitar os bichos, a natureza e as coisas à sua volta, vamos dar um jeito de você nunca mais pôr os pés na floresta. Pense bem nisso!” E a coruja foi embora voando. O Toninho ficou ali sentado no meio das pinhas, um tempão, pensando no que ela tinha dito.

Depois disso, o menino sumiu da floresta por um bom tempo. Só voltou algumas semanas depois, e estava diferente. Vinha limpinho, bem vestido e trazia uma vasilha cheia de castanhas. Colocou todas no comedouro para os bichos e foi embora.

Quando os bichos se reuniram no comedouro, encontraram também um bilhete. Estava escrito assim: “Queridos bichinhos, me desculpem por ter machucado vocês e estragado a casa de vocês. Foram vocês que me mostraram como devo me comportar e que é muito melhor cuidar da natureza e aproveitar o que ela tem de bom do que destruir. Eu mudei, e foi graças a vocês. Não foi fácil, mas consegui. Muito obrigado!”

Os bichos ficaram felizes porque tudo acabou bem. Desde então, eles sempre esperam pelo Toninho e, mal ele aparece na floresta, correm todos para mostrar a ele as maravilhas da casa deles. E o Toninho? Descobriu que é muito melhor sorrir do que viver de cara amarrada.

Avalie a história

Fábulas Histórias curtas para dormir Histórias da floresta Histórias de animais Histórias de crianças Histórias para educação infantil

Comentários

O que você achou da história?

Não vamos publicar seu e-mail. Lemos os comentários antes de publicá-los.

E agora?

mesmo tema e tempo de leitura parecido

História surpresa

Era um lindo dia ensolarado, e a primavera se aproximava devagar. Havia uma fazenda cheia de belos campos, onde viviam muitos bichinhos. Entre eles…

5 minpara a pré-escola

Em uma floresta cheia de carvalhos, moravam vários animais: as raposas viviam em tocas, os porcos-espinhos nas casinhas entre as folhas e os esquilos…

5 minpara a pré-escola