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Contos curtos para crianças - O unicórnio Alva e seu novo lar

Histórias para Dormir

O unicórnio Alva e seu novo lar

Oi! Meu nome é Alva e eu sou um unicórnio. Quer dizer, uma unicórnia, porque eu sou menina. Hoje estou indo com o meu novo dono para a minha casa nova. Ele é um feiticeiro e já tem outros dois unicórnios na floresta mágica dele. Estou doida para conhecer os dois! Com certeza a gente vai ficar amigo rapidinho e vai ser uma turma bem grande.

Quando chegamos à floresta mágica, eu amei na hora. Quanta árvore bonita, tapetes de musgo e campinhos cheios de sol! E aquele arco-íris maravilhoso! Na mesma hora pensei: vou dar uma mordidinha nele. Afinal, unicórnio adora mordiscar arco-íris. Fui pulando toda animada, mas, quando eu já ia dar a mordida, ouvi uma voz atrás de mim.

“Deixe o arco-íris, ele é nosso.”

Levei um sustinho. Virei e vi, parado atrás de mim, um unicórnio branco bem grande, com o chifre meio azulado.

“Oi, eu sou nova aqui e vou morar com vocês. Meu nome é Alva.”

O unicórnio franziu a testa.

“Morar aqui você não vai, não”, disse ele. “Aqui moro eu, o Azul, e o meu irmão, o Carmim. E a gente não precisa mesmo de mais um unicórnio. Ainda mais uma menina.”

“Mas eu sou boazinha. Não vou atrapalhar vocês, juro. A gente podia ser amigo”, falo depressa.

“Nem pensar!”, trovejou outra voz. Chegou um segundo unicórnio – deve ser o Carmim. Diferente do irmão, ele tem um chifre vermelho lindo. “E nem se atreva a roer o nosso arco-íris.”

E, dito isso, os dois irmãos foram embora. Fiquei ali parada, sozinha, mas sei que eles continuam me olhando de longe. Com certeza estão vigiando para eu não roer o arco-íris deles. Ai, que enrascada! É a minha casa nova, e eles não me querem aqui. Fico tão tristinha… Então me deito no musgo e fico pensando no que fazer.

Não tinham passado nem umas horinhas quando um grito me tirou dos meus pensamentos tristes.

“Socorro! O Carmim caiu numa armadilha!”

Dou um pulo e fico de pé.

“O que foi que aconteceu?”, pergunto ao Azul, que vem correndo. Ele parece muito assustado.

“O Carmim e eu fomos escondidos correr fora da nossa floresta mágica. Mas ele caiu numa armadilha que os caçadores ilegais deixaram lá. Se eu não tirar ele de lá bem rápido, eles vão chegar e cortar o chifre dele!”

Ai, que enrascada.

“Então me leva até lá”, digo para o Azul. Ele nem discute e sai correndo na minha frente até onde acaba a floresta mágica.

Logo aparece um campo na nossa frente. E eu já escuto o choro de um unicórnio preso num buraco. Ele tenta pular, mas é fundo demais. E agora, o que a gente faz?

“Aguenta firme, Carmim! A gente vai dar um jeito de tirar você daí”, grito lá para o fundo do buraco.

“Mas anda logo, antes que os caçadores cheguem”, choraminga o Carmim, soluçando.

Aí me vem uma ideia: “Se a gente conseguir rolar umas pedras para dentro do buraco, o Carmim pode subir nelas como se fossem degraus e pular para fora!”.

“Boa ideia! Então vamos, rápido”, concordou o Azul, e foi correndo buscar uma pedra.

Eu também saio correndo e ajudo a rolar as pedras, e com elas o Carmim vai montando uma escadinha lá dentro. O buraco é bem largo, dá para ele subir tranquilo. A gente precisa de pedra que não acaba mais, mas o Azul e eu empurramos tanto que sai até fumacinha dos nossos chifres. E logo a escadinha de pedra fica pronta, e o Carmim sobe rapidinho até nós. Bem na hora, porque a gente escuta o barulho de um carro chegando.

Num piscar de olhos, sumimos para dentro da nossa floresta mágica e só paramos quando chegamos ao arco-íris.

“Alva, você é a unicórnia mais incrível do mundo. Muito obrigado!”, diz o Carmim. Ele está feliz da vida por ter saído daquela armadilha horrível.

“É mesmo”, concorda o Azul. “De hoje em diante, a gente é uma turma só, e você pode comer quanto quiser do arco-íris.”

“Isso, isso”, concorda o Carmim. “E desculpa por a gente ter sido tão chato com você. Agora vamos ser todos unidos.”

“Toca aqui, com o chifre!”, exclama o Azul.

E aí a gente bate os chifres um no outro, que é o sinal de amizade dos unicórnios.

De noite, quando a gente pega no sono em cima do musgo, eu estou tão feliz que o meu chifre até brilha. O Azul e o Carmim são meus novos amigos, e com certeza ainda vamos viver muitas aventuras juntos. Juntos, nada pega a gente de surpresa.

Boa noite!

5 de 5 · 1 avaliação

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1 comentário

  1. Silva

    Boa noite! Bom conto, porém trocou no meio da estória o nome do unicórnio que caiu no buraco

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