Era uma vez um carrinho bem pequeno e cinza. Ele saiu para passear, mas estava muito triste.
“Por que eu tenho que ser cinza? Essa é uma cor tão sem graça… Eu queria ter uma cor bonita e alegre”, reclamou o carrinho.
Estava tão distraído pensando em como poderia mudar de cor que quase saiu da estrada.
“Olhe por onde anda!”, gritou um caminhão, assustado com a possibilidade de o carrinho bater nele.

“Desculpe! Eu estava pensando em como poderia mudar de cor.”
“Isso é fácil”, respondeu o caminhão, dando risada. “Vá até a cidade. Lá tem uma oficina de pintura. É um lugar onde mudam e consertam a pintura dos carros.”
“Obrigado pela dica! Vou para lá agora mesmo!”, disse o carrinho, animado.
“E vá com cuidado!”, gritou o caminhão enquanto ele se afastava.
Mas o carrinho nem olhou para trás. Só conseguia pensar em como seria maravilhoso escolher uma nova cor. Quando chegou à oficina, disse logo:
“Bom dia! Eu queria ser azul, bem azulzinho, como o céu clarinho.”
Em pouco tempo, o carrinho cinza ficou azul. Saiu da oficina todo contente e foi passear pela cidade. Ao passar pelo parque, viu lindas rosas floridas.
“Nossa, que vermelho bonito! Acho que quero ficar vermelho!”
E lá foi ele de volta para a oficina de pintura. Pouco depois, o carrinho azul já estava vermelho.
“Como estou bonito!”, pensou o carrinho, enquanto passava por um jardim onde um senhor cortava a grama.
“Nossa, mas que verde lindo! Acho que essa cor vai ficar melhor ainda em mim!”
O carrinho acelerou e, num instante, já estava outra vez na oficina. Dali a pouco, saiu de lá um carrinho verde. Ele passou em frente a uma escola e viu uma menininha com uma mochila roxa.
“Que cor linda! Ela também ficaria ótima em mim. Verde já existe bastante na natureza… mas roxo quase ninguém tem!”
O carrinho voltou correndo para a oficina, onde foi pintado de roxo. Saiu de lá admirando a própria pintura, todo feliz. Mas então olhou para o sol brilhando no céu.
“Nossa, como ele brilha bonito! Eu quero ser amarelinho como o sol, para brilhar assim também!”, pensou o carrinho.
E lá foi ele outra vez para a oficina, onde trocaram o roxo por um amarelo bem vivo.
“Sou como um dente-de-leão de quatro rodas!”, dizia o carrinho, todo alegre.
Mas então avistou uma senhora usando um chapéu laranja.
“Não! Eu quero ser uma laranja de quatro rodas!”, decidiu ele.
E voltou mais uma vez para a oficina de pintura.
“Mas afinal, que cor você quer?”, resmungou o pintor, já cansado de passar o dia inteiro pintando o mesmo carrinho sem parar.
“Laranja”, respondeu o carrinho.
Mas, no mesmo instante, mudou de ideia:
“Não, amarelo! Não… melhor verde! Ah, não, azul! Ou talvez roxo… Ai, existem tantas cores lindas no mundo… como é que eu vou escolher uma só?”, perguntou o carrinho, aflito, quase chorando.
O homem então bateu na testa, porque teve uma ideia.
“Já sei como resolver o seu problema. Venha comigo!”
Pouco depois, saiu da oficina um carrinho como ninguém jamais tinha visto antes. Ele era todo colorido, como um arco-íris. Tinha todas as suas cores favoritas juntas. Finalmente, o carrinho ficou feliz de verdade.
E estava lindo. Todo contente, ele foi para casa dormir depois daquele longo dia. Agora já não era mais cinza e sem graça, nem precisava escolher uma única cor. Era um carrinho colorido como um arco-íris. E estava animado, imaginando a alegria de todas as pessoas que olhassem para ele.