Em um formigueiro enorme, vivia uma formiguinha chamada Zuca. Desde pequenininha, ela era incrivelmente inteligente e cheia de ideias. Sonhava em ser uma grande inventora, mas as outras formigas zombavam dela: “Zuca, como é que você vai ser uma inventora famosa?
Nós somos só formiguinhas pequenas, o que você acha que dá para inventar aqui? Nosso formigueiro funciona muito bem, não precisamos de novidades!”.

Mas Zuca não se deixava desanimar. Ela observava a correria do formigueiro, e via como todos precisavam carregar pesos enormes por todos os andares, para cima e para baixo. O formigueiro parecia uma torre alta e todas as formigas carregavam tudo com as próprias patas. À noite, ela ouvia as reclamações: “Ah, minhas costas estão doendo tanto”, “Não aguento mais carregar tanto peso assim. Minhas pernas estão mortas!”. Uma formiga mais velha até suspirou: “Eu já nem enxergo direito para fazer esse trabalho”.
Zuca ouvia aquelas reclamações em silêncio e pensava em como poderia ajudar. Um dia, ela foi para a floresta com uns desenhos na mochilinha. Seu maior sonho era construir um elevador. Portanto, juntou os gravetos necessários, teias de aranha bem firmes e folhas flexíveis. No caminho de volta, ainda encontrou pequenos vidrinhos redondos, que lhe deram mais uma ideia.
No formigueiro, escondeu-se em um cantinho e começou a trabalhar. Depois de algumas horas, montou seu primeiro elevador. Logo chamou as outras para ver: “Formigas, consegui criar um elevador! Agora vocês não precisam mais carregar coisas pesadas sozinhas e vão economizar um bocado de trabalho”.
No começo, as formigas riram, mas depois de um tempo, a mais corajosa delas resolveu experimentar a invenção. Ela entrou e o elevador começou a subir! A formiga foi até o andar mais alto sem fazer o menor esforço. Quando as outras viram aquilo, não hesitaram nem um minuto e começaram a formar uma fila. Ficaram felizes porque Zuca tinha ajudado tanto e nunca mais riram dela.
Mas Zuca também não se esqueceu das formiguinhas mais velhas. Com os vidrinhos que encontrou na floresta, ela fez óculos para elas. Ela as ajudou até com a tarefa mais pequenininha, aquela que antes ninguém percebia. Desde então, todos passaram a tratar Zuca com carinho e respeito. E ela não ficava à toa, todos os dias, continuava inventando novas ideias para melhorar a vida no formigueiro.